Perdas

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Sou teimosa. Não desisto facilmente das minhas pessoas. Isto porque, se fazem parte do meu Mundo de Afectos, é porque estão dentro do meu coração. É porque preciso delas. É porque me preocupo com elas. E custa muito verificar que há pessoas que se  transformam de “laranja doce em limão amargo”. Esta transformação não é benéfica e nem sempre as pessoas se apercebem disso. No caso em questão, trata se de uma pessoa que teve uma importância enorme na minha vida e me deu muita coisa boa. De alguém que entrou nela de forma inesperada e está a sair da pior forma possível.
Não gosto de ser saco de pancada.
Não gosto que me falem de forma agressiva.
Não gosto que me ignorem.
Não gosto que me magoem sem pensar duas vezes.
E não gosto da falta de um “desculpa” após isto tudo.
Por muito que goste, cansei. E, para mim, naquele mesmo dia perdi duas pessoas. Agora é pensar com ternura na primeira e desejar que a segunda consiga ter força para se encontrar e deixar a amargura em que vive agora. Eu quero ser feliz com quem me quer e me trata bem. Sempre o ouvi dizer mas também sempre tive dificuldade em pôr travão em quem não o fazia.Há muito pouco tempo a esta parte que a “Alicinha cor de rosa” consegue dizer “chega”. O importante é ter conseguido uma primeira vez. E continuar a ter força para o fazer e me proteger. Com tristeza à mistura… mas isso é ser eu.

Quase despedidas

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Hoje acordei, depois de uma noite cheia de sonhos, a querer com todas as minhas forças despedir-me da minha tia. Dar-lhe um beijo e dizer o que me ia no coração. Não era um dia fácil a nível de trabalho mas graças a colegas fantásticas (obrigada, S. e M.), consegui ir com as minhas manas. Aconteceu o impensável. Devido a uma confusão de horas, chegamos à capela e a sala estava vazia. Ficou na minha memória o chão vazio e acabado de lavar. Chegamos tarde demais. Não consegui dar lhe o beijo que tanto queria. As minhas tias prometeram dar-lho por mim. Sei que o fizeram e sei que a minha tia sabe que estive lá sem estar. Ir até à aldeia, onde foi o funeral, era impossível. Sinto-me vazia. Como aquela sala. Numa quase despedida. Que me parece, hoje mais do que nunca, pior que uma despedida. :( <3

A minha Tia Alice

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Eu não sou a primeira tia Alice. Antes de mim houve uma Avó Alice (mãe do meu pai), uma madrinha Alice e uma tia Alice (tia-avó do meu pai). Está a ver-se onde fui buscar o meu nome. A minha tia Alice ficou comigo a seu cargo quando os meus pais emigraram para o Zaire, actual Congo. Morei com ela, em Coimbra, dos meus dez aos quinze anos, altura em que me mudei para o Porto. Foram cinco anos a viver a duas.

Lembro-me do seu medo à trovoada, o que a fazia colocar-nos às duas (fosse Verão e Inverno), debaixo de um cobertor de lã. Lembro-me de vermos o telejornal juntas. Lembro-me de que era muito bonita e que se arranjava toda para sair de casa. Comprava o Jornal “O Diabo” todas as semanas. E dela só tenho boas memórias daqueles anos de adolescência.

Tenho pena da vida nos ter separado. Viu me casar. Visitei-a em Coimbra algumas vezes. Ligava-lhe todos os Natais e dias de aniversário durante uns anos. Depois acabei por deixar de  o fazer. Sem motivo. Porque a vida às vezes nos afasta de quem, durante uns anos, foi o nosso pilar. Desculpa, tia. Tu sabes que do meu coração nunca saiste.

Morreu no dia de hoje. Segundo as minhas  contas, com mais de noventa anos. Vou continuar a pensar em ti, como sempre o fazia. Como a MINHA tia Alice. <3

Descansa em paz.

Mau dia

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É muito raro acordar mal. Hoje foi um desses dias. Não que me tenha custado a acordar mas a chuva intensa, o vento forte e o cinza quase preto do céu quando saí de casa, afectaram um espírito que já não estava bem. Ontem tive momentos muito felizes em família. Os sobrinhos adoçam qualquer festa e a habitual caça ao tesouro (ovos), as ofertas dos ramos com abraços intermináveis, os sorrisos de quem amo … fizeram com que fosse um bom dia de Páscoa. O que não quer dizer que, como tudo na vida, tivesse sido perfeito. E pela primeira vez em muito tempo, enervei-me. Fiquei com o coração aos pulos. Cheguei a casa pensativa e calada. Hoje acordei na mesma onda. E piorou. Eu não aprendo. Continuo a acreditar nas pessoas. A não desistir delas. E a continuar a ficar triste. Um dia mau, o dia de hoje. :( Amanhã será melhor. <3  

Boa Páscoa

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Corte de cabelo

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E ontem foi, finalmente, dia de refazer madeixas e cortar o cabelo. O finalmente é porque a ideal inicial começou antes da minha aventura africana. Fui adiando e só ontem, sexta feira santa, é que consegui. Durante o caminho até lá ia magicando na vontade de mudar de penteado. Desde Setembro de 2014 que tinha o cabelo todo do mesmo tamanho. Na altura gostei da novidade mas já estava cheia. O eterno problema é podermos ter arrependimentos depois. Falei com o meu cabeleireiro, o P., que me disse ter uma ideia que eu ia adorar mas que implicava cortar bastante e escadear/escalar. Como o cabelo estava enorme, hesitei mas depois decidi-me. Vamos lá. Se não gostar, ele cresce. E o P. tinha razão. Adorei. Está a um terço do que estava mas muito giro. E com a vantagem de não demorar horas a secar. ;) Feito. :)

Desenhos

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Tinha muitos desenhos das minhas crianças no meu frigorífico. Já ocupavam a frente e os lados. Então resolvi pegar neles, comprar molduras tamanho A4 e fazer quadros dos meus pequenos “Picassos”. Ainda não estão completos nem pendurados. Alguns porque o tamanho do desenho não é um A4 e isso requer pesquisa de tamanho diferente de moldura. Estou ansiosa por ter tudo pronto e pendurar as “obras primas” coloridas nas paredes de minha casa.
Estou a adorar a ideia! <3

Sorrisos

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Adoro fotografias de gente feliz. Esta foi tirada nos bastidores de uma telenovela portuguesa. Não sei o nome. Os actores Dalila Carmo, Diogo Infante e Fernanda Serrano. Num abraço cúmplice e sorrisos abertos. Momentos como estes, que partilhamos com pessoas que amamos ou conhecemos ou passam por nós simplesmente, fazem com que a vida valha a pena. E fazem com que pense que tem que haver algo a que nos agarrarmos em momentos em que o terror e o medo impera. A sorrisos.

Senhora Doentinha

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No fim de semana passada, depois de regressar do hospital, vesti o pijama e fiquei de molho no sofá a tomar a cortisona e afins. Como não consegui ir jantar à minha irmã R., porque mal conseguia respirar e falar, quanto mais brincar com dois sobrinhos lindos e  irresistíveis.
Liguei para dar um beijinho à minha S., de sete anos, e pedi para passar ao pai para lhe desejar um bom Dia do Pai. A pequenita despediu-se de mim e diz muito rápido para o pai: “É para ti. É a senhora doentinha.”.
Embrulha, tia Alice. :) <3

Mundo

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Do mais fofo e romântico que vi nos últimos tempos.
Derreti. <3

PMP: Primavera, Madrinha e Páscoa

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Bem vinda, estação das flores! Espero que com muito sol, tempo ameno e nada de chuva. Este Inverno já choveu q.b. Estive até aí último dia de Inverno sem ter que ir às urgências de um hospital, por causa de uma crise de asma aguda. Foi bom. Um Inverno inteirinho com crises que foram sido debeladas sem cortisona e antibióticos.  A cortisona voltou ontem, mas por pouco tempo. :) Fim de semana de choco para me preparar para quatro dias de trabalho e o fim de semana prolongado de Páscoa. Hoje também é o meu dia. Madrinha de três lindos sobrinhos e madrinha de coração (sim, eu sei, eu invento tudo) de sobrinhos que eu adoro. Sacos prontos desde a semana passada. Ainda bem que fiz cedo senão ia ser complicado. ;)

Bom domingo a todas as Madrinhas!
(E a quem não é também! :))

África Minha: Pai

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O meu pai viveu longe de mim durante 22 anos da minha existência de 45. Viveu e vive em África há todo esse tempo. Foi, juntamente com a minha mãe e manas, para lá tinha eu dez anos. Foi uma opção que eles tomaram e eu respeito. Quiseram que eu ficasse por causa da escola. Obviamente que ninguém se conhece a fundo com chamadas curtas e férias de Verão. Voltou para o Congo há doze anos. E, de há seis meses para cá, eu descobri e “ganhei” um pai. A aproximação mostrou que, efectivamente, as pessoas podem ser surpresas fantásticas. Há momentos que as/nos transformam. Há pessoas que nos conseguem fazer apaziguar com o Mundo. E sorrisos gigantes de bebé que nos adoçam. A semana que passei na “minha” casa africana provou-me isso. Sinto-me amada pelo meu pai. Sinto-me próxima dele. Como nunca estive. Converso, brinco, rio, choro de emoção e mimo. E ele igual. E o que sei é que isso me traz uma paz e uma felicidade sem fim. Nunca é tarde para nada. Nunca. <3

Amo-te, pai!
Beijinho para ti, na África que é nossa!

Regresso …

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De uma crise de asma. A pior desde a reabilitação da “crise dos seis meses” do ano passado, como a baptizei. A torcer para que esta demore muito poucos dias.
Já no ataque à mesma. :)

Saudades

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E hoje tive mais saudades.Talvez por estar mais frágil de ver a minha querida amiga tão triste… Mandei uma mensagem de voz com a cantiga da “Barata diz que tem…” ao meu M. Contaram-me que ouviu atentamente, abriu um dos seus sorrisos gigantes no final e espetou um grande beijo no telemóvel. Vou fazer de tudo, e sei que eles também, para que o meu tesouro não se esqueça de mim. 14 meses de bebé. Amo-te.

Estrela

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Desde que eu era criança, a justificação para a morte de alguém que recebi e mais tarde dei, foi que a pessoa “foi para o céu”. Lembro-me de o fazer com o meu sobrinho R, na altura com quatro anos, e perdeu o tio que ele tanto adorava. E apontei para a estrela mais brilhante de todos. Engraçado como ele, agora com quase 14 anos e outra percepção da vida, ainda relaciona a estrela com o tio T. Hoje morreu a avó de uma amiga/irmã de coração. E eu, a caminho de lhe dar um abraço apertado, procuro a estrela mais brilhante do céu. Ainda acredito que é a forma mais bonita de pensarmos em alguém que nos deixou… <3

Regresso & Abraços

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E no regresso estavam lá todos. Maridão, mãe, tia, cunhado, manas e sobrinhos. Como soube bem o olhar brilhante da S. E o abraço mais apertado dos últimos meses. O D. abriu um sorriso XXL dos deles e o R., do alto da sua adolescência, também me deu um abraço. Estes abraços no aeroporto são dos mais sentidos do Mundo. Os da chegada ao Congo acompanhados de risos, os da saída do Congo acompanhados de lágrimas camufladas e os de cá, como se estivesse fora um mês. Uma grande amiga minha disse repetidas vezes “olha que é para voltar!”. :) Voltei, com o coração esticado entre dois continentes. <3

Eu …

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Em quadradinhos. ;)

7 Meses

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Carta da minha sobrinha S, de sete anos, para o mano que fez ontem sete meses.

“Dinis, antes eu queria ir a Paris. Mas desde que tu nasceste que não quero ir a Paris. Quero ir onde tu fores.
Bom Aniversário. ”

Derreti.

África Minha – 04/03

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Acordei nostálgica. A tentar aproveitar o último dia. O dia da viagem de regresso. Não queria que o meu pequeno M. me visse a chorar. No  caminho de ida para a embaixada portuguesa, ele adormeceu ao meu colo e eu permiti que as lágrimas me corressem pelo rosto. Silenciosas. Ao olhar para o meu bebé adormecido revivi os últimos dias. As brincadeiras com os carrinhos. As corridas atrás dele. O “cucu” atrás da cortina. A comida que ele fazia questão que fosse eu a dar. O mimo mal acordava e se encostava a mim, num momento de despertar devagarinho e de ternura. As quinhentas vezes em que abriu um sorriso enorme mal eu começava a cantar a música “A barata diz que tem”. Aprendeu comigo a contar até três. E como eu fiquei orgulhosa! M. Treze meses. Um Amor Incondicional e Eterno. Meu tesouro, conto os dias ara que possamos fazer tudo outra vez. :) Tornaste o meu Mundo muito mais feliz. <3
Byeoooooo, mon amour!

África Minha – 03/03

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E o Amor senti logo nos abraços apertados e intermináveis no aeroporto, entre malas, bebé, casacos e urso de peluche. :). A seguir em tudo o que são pormenores e se tornam gigantes. Uma caneca feita especialmente para mim. Em tons de rosa e com um certo ar de “Alice no Pais das Maravilhas”. Esteve lá todos sempre ao pequeno-almoço. O meu lugar era estrategicamente ao lado da cadeira de papa do meu tesouro. Uma foto minha imprensa na sala. Um quarto cheio de apontamentos cor de rosa. Os lençóis. O sabonete. As toalhas. As minhas frutas preferidas sempre lá. Um telemóvel e um cartão com uma tarifa fantástica, que carregam sempre que necessário, para que eu consiga falar com as minhas pessoas em Portugal. E um ” adoro-te” diário e constante,  que me faz sentir uma sortuda e ter – mais uma vez – a certeza de que o nosso coração estica. Entraram todos da forma mais natural possível. Como se esta casa sempre tenha sido um dos meus cantinhos. Obrigada por cuidarem tão bem de mim! <3

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