Depressão ocular

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Estes olhos são meus. E, infelizmente, graças aos genes dos meus ricos pais e a minha tendência para ter tudo que seja doença rara, vêem muito mal. Ontem, como já andava a ver claramente pior, fui a uma consulta de oftalmologia. O que previa aconteceu. Apesar de, há uns anos, me terem dito que por volta dos trinta anos a miopia estagnaria, isso não aconteceu. E, agora eu, que via mal ao longe, passei a ver mal ao longe e ao perto. Miopia. Estigmatismo. Tudo em grande. E a má noticia foi que tenho que usar lentes progressivas.

Fui comprar hoje os novos óculos. A armação até que ficou bem baratinha. Quarenta euros. E mais 460 para as lentes. Ou seja, mais do que dei no ano passado por dois pares. Eu, vaidosa, estava a amar ter dois pares de óculos. Os lilás e os pretos. Agora, pelos motivos óbvios, só vou ter uns pretos. Raios partam as lentes progressivas e as nove dioptrias em cada olho. :(

Estou em plena “depressão ocular”.

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Courgette & Alho Francês

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Foi a minha amiga A. que me deu esta receita para uma sopa e já a fiz duas vezes. É juntar dois legumes. Cozer courgette e alho francês. Triturar. Colocar sal e um fio de azeite para quem gostar. E está feito. É tipicamente “sopa de Verão”. Muito leve e saborosa. Fica a dica. :)

Desemprego

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Todos os dias ouvimos o índice de desemprego em Portugal. Eu tenho algumas das minhas pessoas nessa situação. Umas há muito tempo. Outras há uns meses e outras que vão agora enfrentar o fantasma do desemprego. Sei, por eles, o desespero de procurar um trabalho e não o conseguir. Como eles, tantos outros neste pais.

O que me surpreende e, perdoem-me quem se sentir ofendido, são aqueles que não aceitam trabalho por ser em centro comercial e em regime de turnos. Tive duas pessoas na minha equipa e que neste momento não estão. Por motivos diferentes. Uma porque teve o meu sobrinho lindo mais novo. ❤ Outra, que a esteve a substituir, e que por motivos que não interessam aqui, saiu. Ou seja, preciso urgentemente de alguém no ramo do turismo. E, para espanto meu, há muita gente desempregada e que não aceita o emprego porque a agência é num centro comercial.

Se é bom trabalhar aos fins de semana, feriados e noites? Ninguém vai dizer que sim. Até porque todos temos família. Filhos, sobrinhos, maridos, mulheres, pais, irmãos, gatos e cães, com quem queremos estar. O que é certo é que, cada vez mais, as lojas estão nos centros comerciais e estas têm que estar abertas de segunda a domingo. E têm que ter gente a trabalhar.

Estou a trabalhar em turismo há quase 22 anos. Nunca trabalhei por turnos até Janeiro passado. Porque, juntamente com a direcção e com a minha equipa, resolvemos reduzir a mesma para lutar pelos nossos postos de trabalho. Se me custa não estar com o meu marido todas as vezes em que faço noites? Claro que sim. Se me custa não ir fazer um piquenique no dia da criança com os meus sobrinhos? Claro que custa. Tenho, no entanto, que lutar pelo meu emprego e pelo meu ordenado ao fim do mês. E lutar por uma loja onde estão mais pessoas que admiro e adoro.

Por isso me deixa incrédula saber de todos aqueles que não estão a aceitar a vaga porque não querem trabalhar por turnos, estando desempregados. Cada um sabe da sua vida. Certo. Certíssimo. De qualquer forma, lamento que isso aconteça. Vamos contratar uma menina sem experiência. Todos os outros, com experiência, não querem. Paciência. Garra e vontade de aprender é do que precisamos. O resto ensina-se. Pelo menos esta quer lá estar. E isso faz TODA a diferença.

Crochet

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Adoro flores. Gostava de ter flores em casa. Há uns meses pensei em adquirir o hábito de comprar flores todas as semanas, mas acabei por só o fazer duas vezes. Acho que a cor e a alegria que elas dão a um lar se transmite a quem lá habita. ❤

Hoje vi este cestinho de crochet – também colorido – para colocar flores e amei. Como a minha mãe tem imenso jeito para o crochet, acho que vou pedir para ela me fazer um. :)

Fadas

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Bolo

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Desde que me conheço como gente que adoro fazer anos. Fazia listas com meses de antecedência. Já me deixei disso até porque os amigos são sempre os mesmos, com uns acréscimos. Sim. Que não é por fazermos 43 anos que já não fazemos amigos novos. E eu gosto de ter todas as “minhas pessoas” e as “minhas crianças” comigo nessa data. Calha a um domingo pelo que posso festejar no próprio dia. Isto tudo porque estamos a 32 dias e gostei deste bolo. Não tem a originalidade da mala de viagem dos 41 anos ou do Mundo da Alice no País das Maravilhas dos 42 anos, mas é colorido e é a minha “cara”. Vamos ver se até lá não surgem mais ideias. :)

New Life

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Um fim de ciclo. Uma nova vida. Pelo menos diferente da que era até ao dia de hoje. Boa sorte, C. ❤ Com todas as dificuldades do momento. Como te disse no abraço “final”, não há mal que sempre dure. Há alturas em que achamos que as nuvens negras não passam. Acredita que o sol é teimoso o suficiente e acaba por aparecer. Mais tarde ou mais cedo.

Estou anestesiada. Não começou bem este meu regresso ao trabalho. Mas, como já o disse mais do que uma vez, acredito no “tomorrow is another day”. Vou tentar dormir e esperar não ter os meus habituais pesadelos, que resolvem aparecer nestas alturas. Como diz a minha querida mãe “vou procurar o amanhã”. O tal que será melhor que hoje.

Kiko

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Comprei hoje o meu primeiro batom da Kiko. Liguei à minha amiga M. e ela disse-me o número do batom que ela usa e que eu adoro. E eu comprei igual. Laranja. Vai ficar o máximo com os tons da farda. :)

Escolhas

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Li esta frase e revi-me. Mais jovem do que sou hoje, era muito importante para mim que as minhas atitudes fossem aceites e apreciadas. Com o tempo, e a vida, verifico que faço escolhas com as quais eu consigo viver e isso é o mais importante. Se todos concordam? Sinceramente não me interessa, neste momento da minha vida, ser consensual. Interessa-me ser feliz. Da minha forma. Com as minhas escolhas. Sou eu que vivo com elas e o importante é que, comigo, elas façam sentido. E me façam bem. Algumas delas até são só do conhecimento de meia dúzias das pessoas da minha vida. Outras só de uma. Pena, ou não, que não o tenham sido sempre. Teria evitado os tais julgamentos e a minha premente necessidade de aprovação. Por outro lado, se calhar, crescer é isso mesmo. Aprender a ouvirmo-nos a nós próprios mais do que aos outros. ❤

Regresso

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E depois de doze noites fora, estamos de regresso a casa. Pareceu-me que duraram muito mais, o que é bom. Sinal de que as visitas, o descanso ao sol, a música e os livros resultaram. Hoje é dia de churrasco com os amigos e brincadeira com os sobrinhos. Amanhã dia de arrumar as tralhas e preparar para o regresso ao trabalho e a três meses que não se afiguram fáceis. O bem bom chegou ao fim. :)

Criativo

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Achei piada. :)

Terra Mãe

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E eis que hoje acabei o primeiro livro das férias. Terra Mãe. O último livro da saga do “Clã do Urso das Cavernas”. Segundo as minhas contas, mas posso estar errada, é o nono livro da série escrita por Jean M. Auel. Adorei o primeiro. Editado nos EUA em 1980. Trata-se da história de Ayla, uma menina de cinco anos que perde os pais num terramoto e é acolhido por uma tribo de cro-magnons. Ela, já neanderthal, acaba por ter que abandonar o clã e viver sozinha por uns tempos. E mais não conto. Gostei muito pelo que aprendi da pré-história. Dos artefactos. Da cultura. Das relações interpessoais. Aprendi a admirar os nossos antepassados através da Ayla e hoje, curiosamente, vim da piscina a tentar identificar as plantas envolventes. Tal qual a minha heroína faz quando recolhe plantas medicinais ou para infusões. Com a ajuda do maridão descobri hortelã pimenta e alecrim. Muito alecrim. Apesar de ser o último da saga, a autora acaba por falar muito da história passada, pelo que creio que se consegue ler este livro sem ter que ler os anteriores. Os dois primeiros, para mim, são definitivamente os melhores. A adaptação para o cinema foi uma decepção. Normalmente perde sempre qualidade relativamente aos livros,mas neste caso foi gritante. Vou ver se “ataco” o segundo livro das férias. O “Oásis Escondido”. :)

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Abóbadas

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Hoje o dia acordou cinzento na Aguieira. Como ao pequeno-almoço, a neblina não parecia querer levantar tão cedo e trazer o sol, resolvemos ir até Coimbra.

A minha amiga L. tinha ido à Quinta das Lágrimas no ano passado com uns amigos e lembro-me de ter adorado as fotos. Lá fomos nós. Entramos na Quinta e fui tirando fotos à vegetação. A certa altura lembrei-me de ver uma foto deles numas abóbadas. Falei nisso ao maridão e toca a tentar encontrar as ditas cujas. Subimos, descemos, voltamos a subir, voltamos a descer. Ligo à L. que me tenta explicar por onde andaram. Mais subidas e descidas, até que desistimos.

Já aqui, na piscina da Aguieira, pergunto por telefone à minha amiga onde tiraram a foto das abóbadas. “No Portugal dos Pequeninos”, foi a resposta. Não quis acreditar. Estou toda partida das pernas por andar à procura de algo na Quinta das Lágrimas que estava… no Portugal dos Pequeninos. Boa! Alicinha no seu melhor! :):):)

Ler

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Ler. Sempre foi uma das minhas actividades preferidas. Desde pequena que lia tudo e de forma muito rápida. Tenho noção que demoro um terço do tempo a ler um trecho do que as outras pessoas. Sempre achei que era por ter lido sempre tanto. Agora, em adulta, aproveitava sempre as férias para colocar a leitura em dia. Era sempre uma dificuldade tentar perceber se cinco ou seis livros chegariam para o período de uma semana de férias. Cheguei a ter que ir comprar livros no Brasil porque os que tinha levado não chegaram. Chegava a levar livros com quinhentas páginas e lia um em três dias.

O estranho vem agora. Desde que tive a exaustão, em Fevereiro do ano passado, que estando de férias não consigo ler. Trago-os como habitualmente. Pego num livro e não o devoro, página após página, como antigamente. Nas férias do ano passado, em Outubro, acabei por só ler um. Este ano ainda estou no primeiro e nas primeiras trezentas páginas.

Descansar, para mim, tem sido sinónimo de fotografar ou então apanhar sol a ouvir as minhas bandas de eleição. A banda sonora de hoje foram Miguel Araújo e Gift. Não sei se será uma forma de o corpo se proteger de mais informação e, por consequência, manter o cérebro mais descansado. Sei que não me sinto eu. Também sei que não vou forçar nada. Hei-de regressar à leitura quando a vontade de o fazer vier. Até lá, continuo com o click de cada instantâneo fotográfico a fazer-me relaxar e a olhar para a linda paisagem da Aguieira com a música a ecoar nos meus ouvidos.

Por mais estranho que me pareça a mim própria, há factos que não se explicam. Eu e os livros sempre tivemos uma ligação directa. E de paixão. ❤ Daí a estranheza. :/

Portista

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Sou adepta do Futebol Clube do Porto desde que me lembro de ser gente. Apesar de filha de pai benfiquista, creio ter sido por “influência” da minha avó materna (das portistas mais ferrenhas que já vi), que me tornei adepta da equipa azul e branca do Porto. Em adolescente, comprava os jornais desportivos e seguia todos os jogos de forma apaixonada. Passou-me essa forma de viver o futebol e os jogos, mas a preferência continua aqui.

Sou das pessoas que vou ao facebook todos os dias. Gosto. Distrai-me. Relaxa-me. E, nestas últimas semanas, já me estava a enervar os posts dos anti. Anti Porto. Anti Benfica. Como em tudo o resto, não gosto de radicalismos nem fundamentalistas. Eu não sou anti nada. Sou portista e ponto. Hoje, dia em que o meu clube foi campeão nacional, manifestei-me. E fico por aqui. Nada de Rennies e afins nos próximos dias. Não acho piada e não o vou fazer. Detesto antis. Sejam adeptos dos seus clubes e torçam por eles. É suficiente.

Fair Play. Desportivismo. Festejos com respeito pelos adversários. Disso gosto. E de sermos tri-campeões. :)

Aula

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Hoje dei a minha primeira “aula” de maquilhagem à minha sobrinha de quatro anos e meio. Hoje entrou na “casa de férias” como ela chama, e eu ainda me estava a maquilhar. “O que é isto?” e eu lá lhe estive a explicar que estava a pôr lápis nos olhos. A seguir fomos tomar o pequeno almoço e ao parque de diversões. A chuva mandou-nos de volta à casa de férias da Tia Alice e lá voltamos nós às pinturas. Primeiro a colocar lápis, blush, sombra dos olhos e batom às bonecas. Depois fui eu a cobaia. “Isto é tão divertido, tia”, dizia ela à gargalhada. Amei. Fiz a minha princesa feliz. ❤

“Amo-te”

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Li hoje no facebook uma citação que hei-de colocar aqui acerca do dizer-se que se ama alguém. Da dificuldade de expressar o amor em palavras porque se assume que o outro ou outros sabem. Pois bem. Desse mal, com uma honrosa excepção, eu não sofro.

Eu a e minha irmã C. acabamos sempre as chamadas telefónicas do dia com um “love you”. Não sei bem quando nem qual de nós começou, mas adoro. E digo com frequência às minhas pessoas que gosto delas ou que as amo. E as minhas crianças – quase todas – respondem a um “tu” enorme quando eu pergunto “quem te adora?”. Faço questão que o saibam e, principalmente, que o sintam.

Não sabemos o dia de amanhã e quero que as pessoas que eu amo o saibam. Já sei. Crio diabetes a quem me rodeia de tanto mel. Mas prefiro, mil vezes, ser doce que amarga. Ser laranja e não limão. E com isto me vou. Considerem-se amados. ❤

Boa noite e que amanhã traga o sol e o calor para o começo desta segunda semana de férias! :)

Flor de lótus

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Foto retirada no mesmo local do cisne. Nos magníficos jardins da Casa da Ínsua. Num lago cheio de nenúfares e algumas flores de lótus. Hoje aprendi mais uma coisa. Que as flores depois de desabrochar, duram 48 horas e morrem. Tipo borboleta. Pena. São lindas. ❤

Bicada

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Foi este cisne. Lindo. Estava num lago na Casa da Ínsua, que visitamos hoje. E eu estava, como sempre, a fotografar o cisne. Ele não deve ter gostado muito e deu-me uma bicada. O maridão ainda avisou mas não foi a tempo. O meu dedo mindinho já tinha sido “atacado”. Ainda ficou a doer por uns minutos. Sempre me avisaram que os cisnes eram bichinhos capazes de bicar os mais desatentos. Hoje aprendi que é mesmo verdade. Fotos sim. Mas bem longe. :)

Monsanto

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Monsanto. A aldeia mais portuguesa de Portugal. Nunca a tinha visitado. Fomos lá ontem, depois das despedidas do Moinho do Maneio, perto de Penamacor.

Adorei a aldeia. Todas as casas em pedraria, flores a desabrochar em todos os cantos (viva a Primavera breve que isso ainda fez), recantos deliciosos e um silêncio tranquilizador que a rodeia. Existem miradouros com vistas magnificas, um castelo enorme (a que não consegui chegar por estar a ficar sem ar) e uma gruta com bancos de pedra.

Pedra. Pedra. Pedra. Colorida com flores de todas as cores. Foi a imagem que me ficou de um local a que me apetece voltar. Para tirar fotos a todas as ruelas, janelas com cortinas de renda e portas coloridas e pequenas.

A não perder. ❤

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