Coração

Amizade à distância

 

 

Amizade à distância. Conheço pessoas que não acreditam nela. Eu acredito. Tenho muitos amigos longe. Alguns a uns quilómetros. Outros do outro lado do oceano. E, com todas as tecnologias ao nosso alcance, é bem mais fácil mantermos o contacto. Sabermos se estão bem, o que vestiram, como se estão a sentir… Aquilo que vai alimentando as relações interpessoais. E aprendi que essas pessoas podem ser tão ou mais importantes do que algumas que estão perto. Em pleno século XXI a distância é, portanto, relativa. Claro que não podemos dar um abraço apertado quando a nossa amiga faz anos. Ou apertar a mão quando o nosso amigo chora. E isso faz falta. As palavras, no entanto, estão lá. O apoio. O carinho. E isso, perto ou longe, eu tento dar a todos aqueles amigos que eu adoro. :)

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Leitura

Courrier Internacional

 

 

A revista tem um nome pomposo. :) Trata-se de uma revista que junta uma selecção de textos jornalísticos, publicados na imprensa estrangeira. O que é bom porque a diversidade de temas é muita. Dá-me gozo ler. A sugestão fica feita. :)

Viagens

Safari

Savana. Seis da manhã. Acordo sem dificuldade. O primeiro dia de safari espera-me. Visto a roupa caqui. Sim, que eu li tudo o que havia acerca do assunto. E todos aconselhavam os tons verde tropa, bege ou castanho. Vestida a rigor para a aventura africana, dirijo-me ao jipe verde. Sinto-me num filme.

A savana acorda. Aos poucos, os animais começam a aparecer. O cenário é de sonho. Os gnus são os primeiros a dar as boas vindas a Masai Mara. São muitos e frequentemente misturam-se com as zebras. Dá-me a sensação de se darem bem. O ar é fresco. O silêncio absoluto. Só nós, a imensidão da savana e os animais.

O simpático queniano Eric, que nos acompanha, entusiasma-se. Avista uma leoa com crias. E lá vamos nós, com o coração aos pulos. Não nos conseguimos aproximar muito. Havendo crias, os cuidados são ainda maiores. Mas ver os “bebés” à volta da mãe vale tudo. Tiramos fotos e avançamos.

Hora de pequeno-almoço no lodge. Vamos fazer uma paragem antes, anuncia o nosso guia. E pára junto ao Rio Mara. “Vamos ver leões a pé.” Fico em pânico. Só pode estar a brincar, penso eu. Chega um masai. Alto e elegante. Como todo o povo. Que nos encaminha pela vegetação. Uns metros à frente, mais dois masai. Com umas toalhas mornas para tirarmos o pó das mãos. Cada vez percebo menos. A surpresa acontece logo depois. Um pequeno-almoço, servido junto ao rio, com os hipopótamos a nadar ao lado. Sem palavras.

De barriga cheia, voltamos ao jipe. Um quilómetros à frente, nova emoção. Manada de elefantes. Com direito a crias, que divertem a banhar-se na lama. Os paquidermes são enormes. Imponentes. Passamos minutos só a observar. Sem pressa. O silêncio continua a imperar. Ouvem-se só os sons dos animais. Quem me dera entendê-los.

Seguimos viagem. Vemos as primeiras girafas. Lindas e elegantes. Acompanhadas de zebras. Estas estão em todo o lado. Definitivamente, dão-se bem com todos os animais da selva. :)

Os animais surgem de todo o lado. Alguns que nunca sequer vi. E as perguntas ao Eric sucedem-se. Como se chamam. O que comem. Ele, nascido em Masai Mara, responde a tudo com um sorriso. E o tempo passa. Hora de almoço e de descanso. Até às 16h00 o safari pára. De volta ao Mara Serena Lodge. :)

Mesmo no hotel, animais não faltam. Um babuíno curioso. Um lagarto colorido, a imitar o Super Homem. Azul e vermelho. E recantos com sombra e uma vista fabulosa. Chega a hora de retomar as visitas. Que animais iremos ver? :)

Um leão a ressonar é o primeiro a aparecer. Segundo o Eric, dormem cerca de 16 horas por dias. Os machos. Realmente este dorme a sono solto. Deixamos o felino no seu tratamento de beleza e continuamos. Uma manada enorme de elefante em caminhada. Grandes, médios e pequenos. Há para todos os gostos. Continuemos …

A beleza da savana impressiona-me. As árvores espalhadas aqui e ali. Os vários tons de verde e castanho. A terra vermelha. Só por isto já teria valido todos os cêntimos gastos.

Encontro imediato com um leão, desta vez acordado. Com um ar totalmente relaxado. Lindo. Sozinho. Talvez a meditar ou, quem sabe, a desfrutar de um por-do-sol fantástico. Dizem que o fim do dia em África é dos mais belos do mundo. Eu acredito que sim.

Até amanhã, savana.

 

Coração

Justificar ou não… eis a questão

  

“Não te justifiques. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditarão.”

Não sei quem foi o “autor” da frase acima, mas cada vez me parece mais verdadeira. Toda a minha vida me justifiquei demais. Sempre fui incapaz de dizer “não vou a tal sítio” sem dizer o “porquê” a seguir. Mesmo a quem, pura e simplesmente, nada tinha que ver com os motivos. O explicar tudo faz parte de mim. Desde sempre. Pois bem, vou tentar acabar com as justificações. Quem me conhece de verdade, sabe do que sou capaz ou não de fazer. E isso deveria ser suficiente. No meu mundo cor-de-rosa é. Para os meus amigos, é. E, neste momento, isso vale ouro. :)