Coração

2013

20121231-132706.jpg

Não foi por acaso que escolhi uma imagem com corações. Desejo a todos um ano de 2013 com o coração repleto de felicidade. Que a maioria dos 365 dias sejam dias felizes. E vou tentar colocar em pratica a sugestão de uma amiga, dada no facebook. Colocar numa caixa bonita, o que não é difícil para quem tem uma Setes à mão, um papel com o que de bom teve cada dia deste novo ano. Feliz 2013! ❤❤❤❤

Anúncios
Curiosidades, Roupas e coisas de gaja

Yasmin

20121230-171431.jpg

Tomo a pílula há décadas. Deixei de a tomar há dois meses. Ando com demasiados comprimidos obrigatórios para tomar e decidi parar com este. Sempre é menos uma “droga” no organismo. Surpreendentemente as dores menstruais não aumentaram e, esta é a boa noticia, o TPM parece que desapareceu. Não me sinto irritada e com vontade de bater no mundo na semana critica. E isso anda-me a saber muito bem. Será coincidência? Não sei. Comigo, e até ver, o TPM fugiu para parte incerta. :)

Coração

Amor é…

20121230-013547.jpg

Ainda hoje me aconteceu isto. O meu amor estava zangado comigo mas teve o cuidado de me proteger do pó por causa da asma. Amor é isso. A propósito, a zanga já passou. Em dezassete anos é para aí a quarta. :) e sempre me disseram… Nunca vão dormir zangados. E nós cumprimos. :)

Coração

Engano

20121229-220226.jpg

A minha mãe tem por hábito disfarçar as prendas de Natal. Embrulha os presentes em caixas para que ninguém descubra o que é ao “apalpar”. Este ano não foi excepção. Quem abriu as dela tinha roupa dentro de caixas de sapatos e coisas do mesmo género. A certa altura, chega a da minha mãe para a minha mana C. Ela abre e vê uma caixa de uma balança de cozinha. Desatamos todos a rir. A minha irmã odeia cozinhar. E diz a minha mãe: “olha que é mesmo”. E nós: “sim, e tu julgas que nos enganas”. E não é que era mesmo uma balança? Ainda não percebemos a ideia da minha mãe e a minha irmã não me acredito que a vá utilizar muito! :)

Coração, Sobrinhos

Reflexão

20121228-201723.jpg

E cá estamos nós a três dias do fim do ano. Olhando para trás e, inevitavelmente, o que salta à minha memória é a quantidade de doenças que me assaltaram. Como diz o meu querido cunhado foi o ano ” horribilis” a nível da saúde.

A nível pessoal dois sobrinhos novos vieram enriquecer o meu universo de afectos. O pequeno S., com os seus quatro aninhos e com um sorriso de aquecer qualquer coração, veio trazer à minha vida um manancial de emoções. Chorei mal o vi na primeira foto que nos chegou, emociono-me com cada gesto de carinho e rio à gargalhada nas brincadeiras com ele. Foi, sem sombra de duvida, um dos pontos altos deste ano.

A M., a segunda sobrinha a chegar, resolver nascer mais cedo e brindou-nos com os seus 43 cm de gente no primeiro dia de Dezembro. Fui conhece-la uma semana depois e apaixonei-me pela bebé linda e de nariz arrebitado. Dá uns sorrisos abertos que me derretem e amei cada segundo que passei com ela. Estando a 350 km de distância, cada dia a saudade aumenta e a vontade de a ver, ter ao colo e dar mimos, quase que dói. Vamos ver quantas vezes vou conseguir ir a Lisboa ver a minha pequenita. Outro ponto alto do ano.

Chego ao fim do ano com a consciência de que as crianças da minha vida, e são muitas, conseguem fazer com que quase todo o cinzento de um ano que não foi fácil, desapareçam. São muito do cor-de-rosa da minha existência.

Houve, também, alturas em que me revoltei. Em que achei que já era demais. Chorei. Desabei. E tive sempre o maridão do meu lado. Foi incansável nos quatro meses em que estive em casa. E continua incansável em cada crise de asma que me impossibilita de fazer as coisas de forma normal. É, e isso eu já sabia, um companheiro fabuloso e que merece todo o meu amor e carinho. Sei que estar nos bons e maus momentos fazem parte dos votos de um casamento, mas um gigante “obrigada” por um apoio incondicional é mais do que merecido. Amor da minha vida, sem ti, este ano teria sido bem mais complicado e difícil de aguentar.

Os amigos e família foram também um apoio fundamental. Nunca imaginei que tanto gente se abalasse com o meu acidente neurológico. Fui inundada de carinho e isso ajudou imenso a aguentar os meses seguintes e as dificuldades inerentes. Obrigada a todos. Sinto que o tempo voou e sinto falta de organizar jantares, lanches e convívios. Tenho, no entanto, consciência de que o meu corpo teve – e ainda tem – muito para recuperar. E eu tive que o ouvir. Cheguei a não poder estar a apoiar amigos em fases difíceis mas tive que me proteger. Dói querer estar e não poder. Muito. Os amigos, e por isso são amigos, entendem e sabem quando estamos com eles. Mesmo que seja “só” em pensamento e de coração.

Não perdi ninguém. Desiludi-me com avós que não querem conhecer netas por puro orgulho. Conheci gente que adorei desde o inicio e que tenho todo o prazer de ter como família. Tenho uma equipa de trabalho que adoro e que admiro. Continuo a ter trabalho e a receber por ele. Aproximei-me de pessoas de quem estava mais afastada. Ganhei amigos “virtuais” e que adoro. Tive a visita da minha “irmã” brasileira e que teve o dom de fazer maravilhas no corpo e alma. Tenho o meu clã familiar com quem mantenho um contacto diário e que adoro. E tenho a minha família alargada de amigos que, ao fim de 25 anos de convívio, são irmãos e sobrinhos de coração.

Concluindo e, depois deste texto enorme, sou feliz. Este ano ensinou-me que a saúde é muito importante. Ensinou-me a viver melhor. Ensinou-me a relativizar. Adoro o meu trabalho mas já não stresso se um cliente diz que vem escrever no livro de reclamações porque as cortinas eram vermelhas em vez de azuis. Aprendi a apreciar ainda mais cada visita aos meus amigos. Cada abraço apertado de um sobrinho. Cada momento mágico em que conto uma história ao R. ou à S. A vida é isso. Tem que ser valorizada nestes momentos que nos fazem felizes. Em que nos sentimos em paz. Connosco e com o mundo.

Que 2013 me traga mais saúde e me mantenha o meu mundo de afectos ao meu lado. Não peço mais nada. :)