Reflexão

Estamos a dois dias do final deste ano. Ano que, para mim, teve todas as tonalidades da foto.O azul feliz da piscina da semana de férias que tive com o maridão no Alentejo. O laranja feliz da terra no Congo, onde estive duas semanas – Fevereiro e Junho – para conhecer o meu irmão de quase dois anos e  juntar pessoas no meu coração. O preto doloroso que senti ao partir o pé por duas vezes e as dores das duas cirurgias feitas. O branco feliz do meu Mundo de Afectos que, desde o dia 19/9, está comigo numa luta árdua a dar-me o melhor apoio do Mundo. O pouco alegre castanho de estar a caminho do quarto mês sem colocar nenhum pé no chão. O maravilhoso azul do meu sobrinho T. que veio alegrar a nossa vida em Junho.

O que realça da fotografia é o azul. E é essa cor, justamente com o branco das ondas e o laranja da terra, que quero reter deste 2016. Acredito que 2017 seja um ano de viragem. Só peço saúde e dinheiro para o que precisar de gastar nesse campo. A minha força, o Amor dos meus, as minhas crianças e a minha vontade inata de ser feliz, fazem o resto.

Obrigada! Mil vezes obrigada! E venha 2017. 🌸

Não Gosto e Gosto…

Não gosto de estar imobilizada. Não gosto de depender de alguém para tudo. Não gosto das picadas diárias na barriga. Não gosto de cicatrizes que se complicam. Não gosto de ter que ir de ambulância para qualquer consulta que precise. Não gosto de me sentir impotente. Não gosto de ter faltado ao casamento da minha L., onde seria orgulhosamente a madrinha. Não gosto de não ter levado o meu irmão a fazer as actividades que planeei durante meses. Não gosto de não conseguir tirar fotos. Não gosto. E é normal.

Mas…

Gosto das minhas visitas. Gosto do cuidado das minhas crianças. Gosto de poder passar tempo com o meu irmão, mesmo sem as actividades do costume. Gosto do amor e carinho de todo o meu Mundo de Afectos. Gosto de passar de um mês de camisa de dormir para um dia de princesa, para depois retomar a roupa de cama. Gosto do amor do meu maridão que esteve lá em todos os momentos durante três semanas e a fazer tudo o que era preciso dada a minha situação. Gosto de vos ter na minha vida. Gosto. E é normal.

E é no equilíbrio entre estes “não gosto” e “gosto” que a minha ‘vida parada’ está a caminhar. 💗

Primária 

Vi estas imagens que os pais babados – Cláudia e Pedro – colocaram nas suas páginas do Facebook. Primeiro ano da pequenina na escola. Achei um doce as duas fotos.

Este ano tenho quatro das minhas crianças a entrarem para a escola. Como agora se diz, para o primeiro ano. Dois meninos e duas meninas. Como já tinha acontecido com os primeiro trio de crianças a comecar a escolinha, a tia Alice vai oferecer uma prendinha útil para a aventura das letras e números. :D Desta vez com mais um no grupo. Desejo a cada um deles a melhor adaptação do Mundo e que sejam muito felizes nesta etapa. 💖

E eu fico com aquele sentimento agri doce de que já deixaram de ser “os nossos bebés”. Já vão para a escola. Estão a crescer. 

Adoro-vos aos quatro. 💖💖💙💙

Idade 

Sarar. Quando se está há três meses a tentar sarar uma questão física, é impossível que não precisemos de sarar também a parte psicologica. Passei todos os fins de semana desde que parti o pé em casa, com honrosas e deliciosas saídas para aniversários. Mais nada. O Verão está a passar -me completamente ao lado. E este fim de semana foi diferente. Uma única noite passada num local que eu adoro e com pessoas que eu adoro. Dois sobrinhos incluídos. Seis anos um e dois meses outro. Com o pequenino foi a paz de dar biberão com dois olhos brilhantes a olhar para mim. Com o maior brincadeira todo o fim de semana, com a tia obviamente sentada ou deitada. Já no domingo, estava eu a tentar marcar golos deitada ao sol e ele a fazer de guarda redes. De repente diz ele “Tia, tu não podes ter 45 ou 46 anos, como tu dizes.”. Sorri e perguntei porquê. “Por seres assim!”. E abre os braços a indicar a brincadeira. A cinquagesima daqueles dias. Fiquei de coração cheio e a pensar que, não que eu não soubesse já, mas as crianças são o melhor de mim. Obrigada, pequeno A.,por me ajudares a sarar com o teu Amor… 💙⚽

Sapatos & Cebolas

Verdade, verdadinha. Para os que não gostam de cebola. :)

Madrinha

Eu. Acho uma honra ser convidada para madrinha das minhas crianças – às vezes choro de alegria e tudo…  – e de ser madrinha de casamento. Este ano está a ser um ano muito feliz. Vou ser madrinha de casamento de duas pessoas que eu amo muito, uma sobrinha e uma irmã de coração, e sou madrinha de um pequenino que cuidarei para sempre. Para mim, ser madrinha não é dar presentes na Páscoa e desaparecer o resto do ano. Sou, neste momento, madrinha oficial de quatro. E de mais alguns de coração. A todos, como às restantes das minhas crianças, estou presente. Para sempre.

Madrinha de casamento tinha sido, há uns anos valentes de duas amigas. Melhores amigas. Foi uma emoção estar ao lado delas a viver um momento tão feliz. Este ano vou repetir a experiência a dobrar. Os vestidos já estão comprados. Já ajudei a escolher os vestidos das noivas. Faço pesquisas de ramos e vestidos das meninas das alianças. E adoro cada momento. Isto do pé veio atrapalhar algumas voltas a dar mas quem quer faz, mesmo parada. No meu sofá, como agora. :)

Obrigada, pais e mães, pela confiança no meu amor e dedicação às vossas crianças. Meus afilhados e afilhadas. E a quem me quer ao seu lado no momento do “sim”, obrigada pelo amor e pela felicidade que isso me proporciona. É um orgulho. A madrinha, mesmo lesionada, vai ajudar em tudo o que conseguir!

Amo-vos a todos! 💜💙

Dia dos Avós 

Não nenhum avó ou avô vivo. Com a idade de 27 euros, já tinham todos partido. Com excepção da minha avó Micas, todos partiram demasiado cedo. A minha avó paterna Alice faleceu com 33 anos, deixando três crianças pequenas. Gostaria imenso de a ter conhecido. Como não tenho filhos, não tenho avós para agradecer. Tenho, no entanto, avós e avôs das minhas crianças. E há alguns que os passeiam imenso, outros que lhes dão muito mimo e outros ainda que brincam com eles no chão da sala. Todos, sem excepção, adoram as crianças que são eu amo. E isso faz com que post seja para eles. Obrigada por existirem e fazerem as minhas crianças felizes. 💞

Sentimentos

Ontem foi o aniversário da minha mãe. Houve jantar. E eu achei delicioso observar o meu sobrinho mais velho num claro encantamento com uma adolescente da idade dele. Os olhares. As conversas. Os sorrisos cúmplices. E, pela primeira vez no meu olhar de tia babada, vi que realmente o meu “bebé” cresceu. Sem qualquer ponta de infantilidade. Com um ar de adolescente que quer impressionar e mostrar que merece o olhar de encanto dos olhos azuis do outro lado. Não nego que fiquei de sorriso aberto ao reconhecer o mesmo que todos fizemos e sentimos. Ou até fazemos e sentimos. Com 14, 20, 40 ou até 70 ou mais. Não há idade para encantamentos, amizades, paixões ou amores. Efeméros. Duradouros. Mais importante que isso, há sentimentos. Que existem desde que nascemos até “virarmos estrelas”. :D

Criança

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Eu assumo. Sou mais criança que as minhas crianças. Por vezes pelo menos. Faz amanhã quinze dias que fomos passar o fim de semana fora. E à chegada à Quinta, noite e escuro como breu, e eu resolvo ir com a minha sobrinha de sete anos tentar ver as actividades das crianças ao lado da casa. Buraco. Torço o pé. Caio. Chega a senhora da Quinta e eu estatelada no chão a chorar. Lindo. Já fiz varias entorses na minha vida. Numa delas fui engessada. Desta vez levaram me para dentro da casa e atacamos logo com muito gelo e voltaren creme. Sábado não conseguia colocar o pé no chão. Domingo com muitas dores lá consegui. Depois de não melhorar nadinha, toca a ir às urgências e depois ao fisioterapeuta e ao meu fisiatra.  Diagnóstico: entorse com ruptura parcial dos ligamentos. Ando de meia elástica e canadiana. Com muitas dores, que parecem não querer passar. Comecei quarta a fazer fisioterapia ao pé. Isto tudo tem que resultar. Dia 18 vou entrar no avião que me vai levar ao meu tesouro. 💗 Facto. :D E uma conclusão a tirar. Mais contenção no entusiasmo de mostrar tudo (às escuras) às minhas crianças. :D

Mickey

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O nosso pequeno D., de quase dez meses, adora o Mickey. Ele que anda sempre de sorriso bem aberto, ainda consegue abri-lo mais quando vê o rato mais famoso do Mundo. E é divertido quando se pede para ele apontar para a mãe, pai ou mana, e ele nada … e quando se pergunta”O Mickey?” e ele aponta de imediato. :D Acho que temos uma preferência assumida em bonecos. O Mickey. :D💙

Casa dos Tonéis

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E quem gosta, repete. Desta vez fomos seis. Quinta do Raposinho. Casa dos Tonéis. Mudamos de casa. E adoramos também. A ideia das camas dentro de tonéis de vinho, todo revestido a tecido e com os conhecidos fabulosos colchões, edredons e almofadas. Dormi com a minha sobrinha no sótão. Em camas de princesa. Em tonéis mas abertos. Um de adulto e duas de crianças. Até uns oito anos. Adoro sótãos e adorei lá dormir. O pão fabuloso do pequeno almoço no sábado, ainda quente ao chegar, e a  habitual simpatia dos donos. O tempo não ajudou nem um bocadinho mas foi um excelente fim de semana. O sol abriu hoje o suficiente para fazer algumas brincadeiras com os dois sobrinhos e tirar fotos. Continuo fã absoluta da Quinta. Para voltar com bom tempo para poder usufruir da piscina. :) À terceira vai ser de vez. :)

Doçura e Magia

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E a doçura veio depois da hora de jantar. A minha querida amiga A. fez anos ontem. E fomos lá depois de jantar comer uma fatia de bolo. A minha sobrinha mais pequena, a M., desceu as escadas para nos receber e ficou colada a mim. Num abraço apertado. Sem palavras. Com uma intensidade e muita saudade no meio. Daqueles abraços que ficam na memória e no cantinho do nosso coração dedicado aos carinhos inesperados e tão importantes.

A magia veio depois. A M. não me largou e quis ver as fotos de batizado do D. O telemóvel ficou sem bateria. Eu fui buscar o carregador portátil e ela viu Magia ali. “Mãeeeeee, a tia Alice tem uma coisa mágica! Carrega o telemóvel sem estar ligado à corrente e dá uma luz azul mágica! Anda ver!”. Sorri com o entusiasmo e com a capacidade das crianças em ver as coisas de uma forma tão genuína e bonita. :)

Sabes, minha querida M., tu é que fizeste magia com a tia. Cheguei cansada e com os olhos pequeninos –  como tu e a tua mana repararam – e saí de coração cheio. Cheio de doçura e magia. <3

Diácono

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Foi através desta porta que vimos o Diácono que celebrou o batismo do nosso D. e de uma outra menina. <3 Surpreendeu logo pelo à vontade e pela simpatia. Enquanto fizemos um compasso de espera à espera de uma madrinha (a nossa!!! :) ), ele foi brincando com todos. Entramos e na cerimónia manteve a mesma atitude, com a seriedade do momento mas misturando momentos de humor que iam tirando os nervos aos pais e padrinhos. E a surpresa maior foi convidar o meu sobrinho R., de quatorze anos, a ler uma passagem da Bíblia. Ele leu muito direitinho, com direito a olhares de ternura por parte de toda a família. Orgulhosos que ficamos dele. Depois do baptismo, eu não resisti e elogiei-lhe a cerimónia. Tinha sido um momento único e inesquecível, e muito se deveu à ele. Até, depois da fase das assinaturas, lhe pedi na para tirar uma foto com ele. E lá está a foto, para a posteridade, com os dois sorridentes e felizes a olhar para a máquina. É com pessoas desta simplicidade, simpatia e alegria, que as pessoas participam mais na Igreja. Parabéns, Diácono R., por ter feito parte de um dia maravilhoso. <3

Quinta do Rapozinho

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Foi nesta casa que estivemos quatro adultos e o meu lindo sobrinho, num fim de semana prolongado. Numa quinta com várias casas. Ficamos num T-2 cheio de luz e de pormenores cheios de bom gosto. A somar a isto, a simpatia dos donos, o excelente espaço exterior com piscina, brincadeiras para as crianças e cadeiras com almofadas com vista para a magnífica vista, fazem desta quinta um local a voltar. A nossa casa tinha vaquinhas a pastar num enorme campo em frente ao pátio. Fez a delícia do pequenino e dos graúdos. Pão entregue para o pequeno almoço todos os dias. Hoje parecia saído do forno a lenha há minutos. Ainda fumegava enquanto se cortava. :)
Cinco estrelas mesmo. A casa, o espaço interior, a companhia e o fim de semana. Obrigada, maridão, amigos e sobrinho por três dias fantásticos.
Estou feliz! <3

Cafuné

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Nem toda a gente sabe fazer cafuné. Adoro, como acho que toda a gente, um bom cafuné. E o meu preferido é o da minha sobrinha M. Tem três anos e é a única das minhas crianças que me lembro de o fazer. Tão pequenina e faz o melhor cafuné do Mundo. Com as suas mãos pequeninas, na maior doçura do Mundo! E nestes momentos, como o de agora sinto me, mais e uma vez, feliz e grata pelas minhas crianças. <3

Entrelaçar

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Adoro estar de mãos dadas. A proximidade do gesto. Seja com familiares, amigos, amores, irmãs. Normalmente acabam por ser as minhas crianças, porque ainda o consideram normal, a segurar a mão mal se sentam ao meu lado no carro. E vão, assim, num acto silencioso de amor até ao destino. Tenho com a minha irmã C. o hábito de o fazer. À mesa da refeição, entre conversa alegre ou mais séria, as nossas mãos entrelaçam. O sentimento é de uma união forte que existe mas que não precisa, naquele momento, de ser falada. Os adultos, e isso acredito que se deva ao que nos vai sendo incutido à medida que crescemos, são mais comedidos a este tipo de demonstração de afecto. Eu não sou. Nunca fui. E tenho, no meu Mundo de Afectos, muita gente que também o faz.  Que entrelaça as mãos, que abraça sem ser só no momento do reencontro, que diz que gosta sem momento certo ou marcado. As emoções e os sentimentos devem ser demonstrados. Porque, acima de tudo, se não o fizermos a outra pessoa não sabe. E o meu amor pelos outros, tenho a certeza que o mostro. E não tenho vergonha de ser olhada de lado. Sou uma pessoa de toque. Desde sempre. E tenciono continuar a faze-lo. <3

Desenhos

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Tinha muitos desenhos das minhas crianças no meu frigorífico. Já ocupavam a frente e os lados. Então resolvi pegar neles, comprar molduras tamanho A4 e fazer quadros dos meus pequenos “Picassos”. Ainda não estão completos nem pendurados. Alguns porque o tamanho do desenho não é um A4 e isso requer pesquisa de tamanho diferente de moldura. Estou ansiosa por ter tudo pronto e pendurar as “obras primas” coloridas nas paredes de minha casa.
Estou a adorar a ideia! <3

Senhora Doentinha

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No fim de semana passada, depois de regressar do hospital, vesti o pijama e fiquei de molho no sofá a tomar a cortisona e afins. Como não consegui ir jantar à minha irmã R., porque mal conseguia respirar e falar, quanto mais brincar com dois sobrinhos lindos e  irresistíveis.
Liguei para dar um beijinho à minha S., de sete anos, e pedi para passar ao pai para lhe desejar um bom Dia do Pai. A pequenita despediu-se de mim e diz muito rápido para o pai: “É para ti. É a senhora doentinha.”.
Embrulha, tia Alice. :) <3

PMP: Primavera, Madrinha e Páscoa

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Bem vinda, estação das flores! Espero que com muito sol, tempo ameno e nada de chuva. Este Inverno já choveu q.b. Estive até aí último dia de Inverno sem ter que ir às urgências de um hospital, por causa de uma crise de asma aguda. Foi bom. Um Inverno inteirinho com crises que foram sido debeladas sem cortisona e antibióticos.  A cortisona voltou ontem, mas por pouco tempo. :) Fim de semana de choco para me preparar para quatro dias de trabalho e o fim de semana prolongado de Páscoa. Hoje também é o meu dia. Madrinha de três lindos sobrinhos e madrinha de coração (sim, eu sei, eu invento tudo) de sobrinhos que eu adoro. Sacos prontos desde a semana passada. Ainda bem que fiz cedo senão ia ser complicado. ;)

Bom domingo a todas as Madrinhas!
(E a quem não é também! :))

Regresso & Abraços

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E no regresso estavam lá todos. Maridão, mãe, tia, cunhado, manas e sobrinhos. Como soube bem o olhar brilhante da S. E o abraço mais apertado dos últimos meses. O D. abriu um sorriso XXL dos deles e o R., do alto da sua adolescência, também me deu um abraço. Estes abraços no aeroporto são dos mais sentidos do Mundo. Os da chegada ao Congo acompanhados de risos, os da saída do Congo acompanhados de lágrimas camufladas e os de cá, como se estivesse fora um mês. Uma grande amiga minha disse repetidas vezes “olha que é para voltar!”. :) Voltei, com o coração esticado entre dois continentes. <3

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