Desligar

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E eis que um novo dia começa e dias de folga pela frente. Vou, daqui a pouco, meter-me num comboio e ver de novo a minha sobrinha M. Que já cresceu mais um bocado, que já come sopa e fruta, e que (de certeza) está cheia de saudades da Tia Alice. :)

Acho que me vai ajudar a desligar o facto de mudar de ares. Estar com amigos de quem tenho tantas saudades. Estar com a minha família , que adorava estivesse mais perto. E ter a M., de cinco meses, ao colo. As minhas crianças trazem-me uma paz que me faz milagres. E é isso de que preciso. De um anti stress em forma de bebé rechonchuda e risonha.❤

Hoje

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E foi hoje. Contrariando todas as ordens médicas, ando a exagerar há semanas. Porque os clientes não param de entrar. Porque os orçamentos não param de cair. Porque se está efectivamente a vender como se estivéssemos em plena época alta. Porque eu não sei estabelecer limites. Faço promessas a mim mesma que não cumpro. Acredito sempre que, se me sentir a forçar, paro. O que sucede é que não o faço. E hoje desabei. Tal qual o castelo de cartas do Mundo da Alice no País das Maravilhas. Chorei desalmadamente de cansaço. De frustração por não ter tempo. Tempo que não estica. Que corre como se não houvesse amanhã. Chorei por tudo. Sem conseguir parar.

Fui à farmácia comprar um dos medicamentos para a exaustão e medi a tensão. Alta. Demasiado alta para quem toma toda a medicação que eu tomo. A farmacêutica disse que eu tinha que parar. Disse que tenho que consultar a minha medica. Meter baixa. Como é que eu meto baixa se tenho duas pessoas de baixa? Em pleno Maio? Preciso de mais alguém. Só três não conseguimos. E o mais assustador, para mim, foi não ter conseguido parar de chorar à frente dela. De alguém que me foi medir a tensão… Que não é minha amiga. Que não é minha irmã. Que não é o meu cunhado. Que não é o meu Z. E as lágrimas caiam-me pela cara sem um fim à vista.

Atingi, mais uma vez, o meu limite. Todos me avisaram. Todos me disseram para abrandar. Eu acho sempre que, se tenho clientes, são para atender. Mesmo que já não tenha um pingo de forças e já esteja três horas depois do fim do meu turno. Deve ser burrice. Deve ser inconsciência. Depois de um susto como o do ano passado, deveria ter aprendido a ter limites. Não sei, honestamente, o que fazer.

Voltei a fazer o mesmo.

(Obrigada, querida C., pela frase.)

Viver

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Viver. Sem medos. A ponte pode até tremer mas não cai. E se porventura cair, toca de nos agarrarmos a alguma rocha. A rocha é mais sólida. E se, mesmo assim, cairmos… toca a levantar. Deixar de viver com todas as nossas forças, sentimentos, sentidos e emoções é que não. Quem dera que o tempo esticasse. Nestes dias é isso que sinto que me falta. Mas continuo a atravessar todas as pontes. Sem medos. ❤

Crocs

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Crocs. Usei pela primeira vez em Itália. Estava a acompanhar um grupo e tinha os pés tão doridos de tanto andar, que um dos participantes emprestou-me uns. Achei confortável mas nunca me passou pela cabeça comprar uns. Até que, na semana passada fui ao Lidl comprar fruta para casa, e vi uns de criança. Lindos. Tinha em cor cereja, que amei, e uns verdes tropa matizados. Experimentei e os 33 serviam na perfeição. Só havia nesse número os verdes e trouxe. Estou viciada. Em casa não calço outra coisa. Mesmo confortáveis. Agora entendo porque os médicos e enfermeiras os usam. E o facto de ter pé pequeno ajuda. Por 3,99 euros tenho uns crocs lindos e confortáveis! De criança, como as minhas armações dos óculos. :):):)

Protector solar

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E eis que o primeiro passo para as férias está feito. Tenho um maridão que tem pele de bebé. Queima-se com uma facilidade medonha. Andei anos a tentar um protector que realmente evitasse as queimaduras solares. Encontrei dois. O da Avene e o da La Roche Posay. São os dois fabulosos. O segundo, pelo menos o ano passado e este, revelou ser o mais económico. Assim sendo, o sol da serra e as piscinas fabulosas do hotel, podem esperar por nós. Agora já em contagem decrescente. Passo dois: ter tempo para ver se há ainda literatura por ler cá em casa. :) A roupa fica para um pouco mais tarde. Sabe bem começar a pensar, aos poucos, nos preparativos. Já começa a cheirar às férias. Em Maio pela primeira vez em anos. Esperemos que o tempo ajude. Fazendo figas. ❤

Derreada

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Moinho do Maneio

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Aqui vão começar as nossas férias. Duas noites no Moinho do Maneio. Há muito que queria conhecer. Vai ser desta. :)

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Confesso

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Folga

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Depois de cinco de trabalho diabólicos, hoje estou de folga, para depois “atacar” mais cinco dias de labuta. Assim sendo só me vou levantar para ir ver o meu pimpolho mais pequenino. O G. que vai receber a visita das tias. ❤ De resto, descanso total que bem mereço. :)

Crise & Viagens

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Este era o ano em que a crise mais se ia sentir. O ano em que as agências de viagens iam estar às moscas. O ano em que menos gente iria viajar. Pois bem. Tenho a dizer que, e ainda bem, nós já vendemos quase mais oitenta por cento que no mesmo período do ano passado. Sei que as campanhas do Continente ajudam mas não justificam o aumento exponencial. Também sei que, para além disso, vendemos de tudo. Estamos ainda em Abril e já todas saímos fora de horas. O movimento não abranda. Crise? Onde? No campo das viagens não me parece que se esteja a sentir. Ainda bem para a empresa e para os nossos postos de trabalho. Muito cansadas mas felizes! :)

Saudades

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Para a semana estava marcada uma ida a Lisboa. Matar saudades de pessoas que adoro. Ver a minha sobrinha M. Custa-me não assistir, como fiz com todos os outros meus sobrinhos (biológicos ou de coração), ao crescimento dela. E não sei se vai ser possível. Ficar sem uma colega que veio substituir a minha V. na licença de maternidade, durante quinze dias, pode boicotar tudo. Não consigo pedir sacrifícios às minhas colegas e amigas e não os fazer eu. Não é justo. Não é correcto. E eu posso (com o coração mais do que apertado), ter que adiar a vontade imensa de me meter num comboio e ser feliz, e ficar em vez disso a trabalhar. Vou falar com quem de direito e ver o que se consegue fazer. Dia, apesar de ensolarado lá fora, com nuvens em cima da minha cabeça. :(

Miguel Araújo

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Para começo de conversa, cada vez mais me convenço que viajar e assistir a concertos, são das coisas que valem todos os tostões gastos neles. Vimos de alma cheia. ❤

Acabei de chegar do concerto de Miguel Araújo. Tinha sido a minha “banda sonora” das férias em Mortágua, em Outubro passado. Ouvi em modo “repeat” o álbum “Cinco dias e Meio” sem me cansar. Fiquei fã. Mal os lugares para o concerto de hoje, na Casa da Música, foram postos à venda o maridão comprou dois para irmos ver.

Foi fabuloso. Amei o concerto que começou de forma nervosa e tímida e acabou com o público de pé, totalmente rendido ao cantor. Ao vivo ainda gostei mais da sua voz. Cantou onze dos doze temas do álbum. Não entendi o porquê do “Baile dos Sem Ninguém” ter ficado de fora. O primeiro tema foi, por coincidência, o meu favorito. “Sete passos (Carolina)”. Depois vieram, intercalados, os convidados. Não conhecia nenhum deles. Devia ser a única, dada a reacção do público. :) Achei exemplar a ordem que foi destinada a cada uma das canções, as dele, as dos convidados e uma dos Azeitonas. A “Canção de embalar Jovens Adultos” que, por sinal, adorei.

Em último lugar realce para o sentido de humor dele. Ri-me com vontade o concerto todo. Depois da timidez inicial, foi verdadeiramente engraçado e colocou uma (estranhamente) apática plateia a rir e a cantar com ele. Notei que a maioria não conhecia o álbum. A sensação que fiquei foi que conheciam o “Os Maridos das Outras” e pagaram quinze euros para a ouvir. Depois estavam “meia dúzia” de pessoas (eu incluída) a delirar e a cantar cada palavra de cada canção. Fiquei na segunda fila. Em frente a ele. Com uma pessoa entre nós. Bem mais novo – nasceu em 1978 – do que eu pensava e (um aparte feminino), bastante giro e com um sorriso encantador. :)

Cantou ainda alguns temas do próximo álbum. Fiquei a torcer para que seja lançado em breve. Até lá, vou continuar a ouvir as que já adoro.

“Sete passos leva Carolina
Desta esquina até aquela
Passos leves de menina
Levam Carolina
E ela nunca dá por só quem dá por ela…” ❤

Família

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Nunca escondi de ninguém que adoro os pais do meu ex-marido. Tinha, e tenho, com o meu primeiro sogro uma relação muito estreita e que, vinte anos após o divorcio do filho, continua. Para meu orgulho e felicidade. Ele foi das pessoas que mais se emocionou quando eu estive internada com o problema neurológico e sei que, incondicionalmente, estaremos sempre ligados.

Hoje soube que vou ser tia de mais um sobrinho. Da irmã do meu ex marido. A minha cunhada, que conheci com sete anos e, que agora, vai ser mãe. Fiquei emocionada e feliz com a noticia. O facto de nos divorciarmos de alguém não faz com que deixemos de nos sentir família. Mesmo não frequentando a casa. Mesmo não estando nos almoços e lanches familiares. Essa parte, inevitavelmente, perde-se. No entanto, o resto permanece. Falamos sempre nos anos. Falamos sempre nas épocas festivas. Recebo as visitas deles no shopping de forma regular. Isto é não esquecer. Isto é gostar. Isto é ser, também, família. ❤

Um dia depois do meu G. ter nascido, mais um sobrinho/a a caminho. Feliz! ❤

Tóquio

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Eu, às vezes, também tenho essa sensação! :)

Cesarianas

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Não sou médica. Sou, no entanto, irmã, cunhada e amiga de muitas pessoas que estiveram em hospitais a ter filhos. Neste momento tenho a minha V. no hospital a tentar dar à luz de parto normal. Quando há pouco menos de 24 horas a decisão médica era de efectuar uma cesariana. Muda o turno de médicos e muda a decisão. Parto normal. Se não houvesse troca de médicos já o G. estaria nos braços dos pais. Não está ainda. E está uma mãe exausta há 24 horas à espera de uma dilatação. Não consigo entender a dificuldade de fazer uma cesariana nos hospitais. Ou melhor. Até consigo. Poupança nos custos. Só acho lamentável que, depois, aconteçam casos como o do Martim. ❤ De tanto se evitar a cesariana, deu no que deu.

Estive a dormir a espaços até às seis da manhã. Agora vou ficar à espera das boas notícias de que o meu novo sobrinho e a minha querida amiga estão bem. Porque vai correr bem. Porque lhe estou a mandar todas as minhas forças positivas. Porque sim. Vivi esta gravidez dia a dia. Durante meses. Este bebé ouviu a minha voz e a da L. vezes sem conta. De certeza que nos “conhece”. :)

Baby boy, estamos à tua espera. ❤❤❤❤

Bebé a caminho…

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Bebés, Crianças & Adultos

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Ora vamos lá ver se nos entendemos. Com esta história da nova campanha do Continente e a aproximação das férias da maioria dos portugueses, voltou um dos grande problema dos agentes de viagens. As idades. A semana passada uma cliente pediu-me cotação para dois adultos e um bebé. De quantos meses, pergunto eu. Três anos. :/ Ao lado, uma outra cliente que a minha colega estava a atender tinha uma criança de dezassete. :/ Não me venham com coisas. Bebés de três anos não existem e crianças de dezassete anos também não. A nível hoteleiro e de aviação a divisão é bebés dos zero aos 23 meses. As crianças dos 24 meses aos onze anos, e adultos a partir daí. Na zona entre os 12 e os 13 eu ainda entendo que não se consiga chamar adulto porque, efectivamente, não o são. A partir dos 14, para mim, são adolescentes e a partir dos 18 adultos. Portanto, por amor da santa, não me venham com crianças de dezassete anos. :) Por mim até podem achar que as suas crias são bebés até aos quarenta anos. Tenham, no entanto, bom senso e dó para quem ouve semelhante todos os dias. :):):)

Marilyn Monroe

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Dor de cotovelo

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Estou, literalmente, com dor de cotovelo. Andava há cerca de três meses com dores nos cotovelos. Com muito mais dor no cotovelo direito. Como achei parvoíce ir ao médico por causa disso e andei ocupada a curar outras maleitas, calhou na passada semana ter a possibilidade de fazer a pergunta. Enquanto esperava para transitar da consulta do médico para a urgência do hospital, coloquei o problema. O médico analisou e tocou num ponto em que me doeu tanto que até gritei de forma involuntária. Diagnóstico: estou com uma inflamação dos tendões do cotovelo. Como deixei avançar, agora até pegar num livro me dói. Estou a colocar Voltaren em creme duas vezes ao dia, durante três semanas. Se não passar, tenho que fazer ecografia e possível fisioterapia. Aprendi. Da próxima vez que me doer alguma coisa, pergunto logo a um médico. Por mais “estúpido” que seja o sítio. Tipo o cotovelo. Já não bastavam as doenças crónicas e chatas. Agora estou com dor de cotovelo. Deus me dê paciência! :)

Protecção

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Há dias andei no carro da minha querida amiga C., que me levou para uma formação em Gaia. E falamos que há muita gente que tem algo vermelho no carro para dar protecção. Não sabia disso nem nunca tinha ouvido falar. Anteontem ela ofereceu-me uma fita linda, que tem bonecos, uma oração e… a cor vermelha. Para me proteger. Hoje já coloquei a fita no carro. Obrigada, minha querida C. Pela boleia, pela pulseira, pelo gesto e, sobretudo, pela amizade. Que se demonstra em pequenos/grandes gestos como este. LY! ❤

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