Amizade, Coração

Bebé

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Por acaso o bebé em questão é um menino. Pronto. O laço deveria ser azul mas era esta foto de um bebé lindo que eu tinha aqui. :)

Nasceu o filho de um casal que mora longe. Do outro lado do oceano. De uma pessoa que foi minha grande amiga durante duas décadas. Afastamo-nos. Por motivos que não interessam agora. Soube, no domingo, que tinha tido um bebé. Um menino. Já vi a foto do bebé e fiquei emocionada. Lindo, lindo, lindo. Desejo-lhes, do fundo do coração, tudo de bom. Aos pais que continuem juntos e felizes, e ao pequeno A. que tenha uma vida cheia de alegrias.

Bem vindo, bebé. ♡

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Amizade, Coração

Dia da Saudade

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Hoje, aparentemente, é o dia da saudade. Há um dia para tudo. Quem tem saudades de alguém, não sente mais ou menos hoje. Sente quando a pessoa faz anos e se está longe. Quando ouve uma música que, de alguma forma, as une. Quando sente o seu cheiro numa roupa. Quando sente o perfume familiar a passar, mesmo noutra pessoa. Quando vê uma foto. Quando se lembra, mesmo sem motivo aparente, dessa pessoa e isso a faz sorrir. Ou chorar.

Perdemos pessoas ao longo da nossa vida. Porque morrem e partem fisicamente para sempre. Porque moram longe e não as vemos com a frequência que gostaríamos. Temos saudades até das nossas pessoas. Que vivem perto. Que vivem connosco. Essas saudades são mais fáceis de colmatar. Outras demoram mais tempo. E outras nunca mais. As pessoas ficam, elas todas, sempre dentro de nós. Do nosso coração. Da nossa cabeça. E a saudade, tão nossa e tão portuguesa, é realmente diferente. Do “I miss you” inglês. Do “tu me manque” francês.

Saudade é saudade. E todas nós a sentimos. ♡

Amizade, Coração

Negativismo

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Aprendi tarde e da pior maneira. Depois de estar já desgastada de tanto negativismo. Depois de já sentir há muito que a pessoa não me fazia bem. Que o “não” seria uma opção que sempre tive à mão e não usei. E depois de alguns anos consegui cortar. Não me escondi. Disse-o e afastei-me. Tinha que ser. Para o meu bem estar mental e físico. E agora já consigo dizer “não” quando sinto que não estou bem para ouvir alguém que está numa fase negativa ou é negativo por natureza. Sempre. Há pessoas assim e que conseguem sugar as energias dos outros.

Principalmente a quem é “mata-borrão” como eu. E eu adoro ouvir os meus amigos e as pessoas do meu mundo de afectos. Mas agora já sei quando tenho que estabelecer limites. E já o sei fazer. Aprendi. Como, em tudo na vida, aprendemos todos os dias. ♡

Coração, Sobrinhos

Crianças

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Acredito piamente nesta frase. Acrescentava só que reflecte o que vive e o que viveu. E acredito, também, que há excepções. Nem sempre basta ter pais equilibrados e felizes, para que as crianças o sejam. Acho, sim, que estes últimos casos sejam uma minoria.

Vivo, porque quero e por ser uma sortuda, rodeada de crianças. “Adopto” montes de sobrinhos de coração porque os adoro. Com todo o meu coração. Estou com a maioria delas muitas vezes. Mesmo a que está a trezentos quilómetros vê a tia de dois em dois meses. E cada brincadeira, cada sorriso, cada gargalhada, cada “Tia Alice,  adoro-te!”, me enche o coração e a alma.

Infelizmente, conheço casos bem próximos em que o nascimento das minhas crianças levou ao afastamento dos pais. A alguns, o que passaram deixaram marcas irreparáveis. A outros espero, com todas as minhas forças, que tal não aconteça. Nos dois primeiros anos, por muito pequenos que sejam, os bebés absorvem tudo. As discussões, o ambiente tenso e o nervosismo de quem lhes dá colo. E isso não é bom. Nunca é.

Sei que “tenho” crianças a quem um lar feliz e pais cúmplices e apaixonados pela sua cria, fazem delas pequenos seres alegres e saudáveis. Sei que “tenho” crianças a quem, por diversas circunstâncias, o brilho foi desaparecendo dos seus olhos. E, como não acredito em coincidências, quase sempre acontece quando os pais estão mal. Esse mesmo brilho vai reaparecendo quando a situação melhora. E o brilho nos olhos deles fazem os meus mais brilhantes também. ♡

Tenho a certeza que todos fazem o melhor que sabem. Que podem. Que conseguem. Nunca fui mãe. Sempre fui tia e isso faz toda a diferença. Estou lá para me sentar no chão e brincar. Estou lá para os encher de mimo. Estou lá para os amar com todo o meu ser. Quem educa são os pais. E têm todos a minha admiração. Não deve ser tarefa fácil. Acompanho as dificuldades de algumas mães. As dúvidas de outras. E ouço. E amo os filhos delas e deles. Para sempre.

Ser tia é do mais importante que tenho na minha vida. Das minhas crianças. Que torço sejam como a menina da imagem. Felizes e amadas. Todos os dias da sua vida. Hoje e sempre.