Idade 

Sarar. Quando se está há três meses a tentar sarar uma questão física, é impossível que não precisemos de sarar também a parte psicologica. Passei todos os fins de semana desde que parti o pé em casa, com honrosas e deliciosas saídas para aniversários. Mais nada. O Verão está a passar -me completamente ao lado. E este fim de semana foi diferente. Uma única noite passada num local que eu adoro e com pessoas que eu adoro. Dois sobrinhos incluídos. Seis anos um e dois meses outro. Com o pequenino foi a paz de dar biberão com dois olhos brilhantes a olhar para mim. Com o maior brincadeira todo o fim de semana, com a tia obviamente sentada ou deitada. Já no domingo, estava eu a tentar marcar golos deitada ao sol e ele a fazer de guarda redes. De repente diz ele “Tia, tu não podes ter 45 ou 46 anos, como tu dizes.”. Sorri e perguntei porquê. “Por seres assim!”. E abre os braços a indicar a brincadeira. A cinquagesima daqueles dias. Fiquei de coração cheio e a pensar que, não que eu não soubesse já, mas as crianças são o melhor de mim. Obrigada, pequeno A.,por me ajudares a sarar com o teu Amor… 💙⚽

Sonhos de Menina

E eu como todas as meninas… sonhei. Muito. Sonhei com príncipes encantados. Sonhei com bebés rechonchudos que iria ter (chegando a escolher nomes). Sonhei com uma casa térrea com uma árvore de fruto e um pequeno jardim repleto de flores coloridas, e uma cerca branca a rodea-la. Sonhei. 

Hoje sei que os príncipes encantados não existem. Hoje ainda não tenho o bebé rechonchudo, e já não o devo ter. E hoje a casa com cerca também não é uma realidade. Isto não significa que não seja feliz. Os nossos sonhos de menina são feitos de muito pó de perlimpimpim. Crescemos e a vida ensina que podemos tentar ser o mais felizes que pudermos. Sem deixar de sonhar. Desta vez com sonhos de mulher.

Lista

Na passada segunda feira lá fui eu às urgências de novo. Falta de ar aflitiva, depois de alguns dias a tentar ficar bem com as minhas nebulizações caseiras. Ainda bem que fui com o maridão. No meio de tanta pergunta, comecei a não ter voz e lá teve ele que começar a responder. Na parte dos medicamentos, e dado que perdi a minha rica lista num hotel de Istambul – coisa chique – vimo-nos às aranhas. Com a ajuda do computador, lá conseguimos dizer os muitos comprimidos que tomo. Há pouco, decidi ao dividir os medicamentos da noite dos da manhã, escrever nas notas do telemóvel o nome, o composto, e a dosagem. Na próxima ida, saco do telemóvel e lá está tudo. Bem mais fácil. 

Pink

A tentar acreditar. Com muita força. 🌸

Silêncios & Gritos

Não sou mulher de silêncios. O silêncio, não confortável, faz-me confusão. Há poucas pessoas com quem conseguimos, por norma, ter silêncios bons e serenos. Trnho, felizmente, algumas pessoas do meu Mundo de Afectos com quem o consigo fazer. 

Gosto de falar no trabalho. De comentar o que se passa. De brincar no meio do caos que alguns dias são. Trabalhamos muito na base de um computador e muitos mails. O contacto com os colegas torna-se, assim, importante para mim.

Gosto de falar com as minhas crianças. Saber daqueles “segredos” que eles me confidenciam. Rir-me das tiradas de que não estou à espera. Dizem tudo o que pensam e sentem. E como eu adoro a inocência e alegria deles. 

Gosto de estar às horas ao telefone a falar com a minha irmã C. Temos pouco tempo, uma e outra, para o fazer. Quando conseguimos, é uma das coisas que mais gosto de fazer. Pular de assunto em assunto. Falar de tudo e nada. Como se não houvesse amanhã. 

Gostaria de falar com pessoas com quem não consigo. E quando não consigo e acumulo silêncios, um “grito” é o que apetece dar. Pode ser que aí, os meus sonhos passem a ser menos agitados e o sono mais retemperador.

Pokémons 

Imagem

Sapatos & Cebolas

Verdade, verdadinha. Para os que não gostam de cebola. :)

Abraço 

Este abraço tem uns dias e correu o país. Muito foi escrito sobre ele. Eu quis que ele ficasse registado no meu canto da escrita. No meu Mundo. Porque este abraço sentido de dois homens, um sendo Presidente da República e outro um madeirense a sofrer com o que perdeu nos malditos incêndios, entrou no meu coração. Pela sinceridade do gesto “que sai da foto” e à qual não consegui ficar indiferente. Porque é com gestos como este que se faz a diferença. Seja com quem for e por que motivo for. Abraçar faz milagres. 

Obrigada, Sr. Presidente. 

Dupla

Se eu tivesse a benção de ter duas filhas, faria exactamente este tipo de coisas. Biquínis cor de rosa iguais. Amei a foto. Doçura a duplicar. 💖💖

 Já agora, as filhas são da Carolina Patrocínio. :)

… e posso andar :D

Não é a primeira vez que ando de muleta em transportes públicos, mas a primeira vez foi há três décadas atrás. Não me lembro de como correu a experiência. Desta vez chego à conclusão de que existe de tudo. Pessoas que se levantam prontamente e outras que fazem de conta de que a minha muleta é invisível. Deve usar o Manto da Invisibilidade do Harry Potter. Nunca fui de pé até porque me “planto” junto dos lugares próprios, em caso de necessidade.
O pior é caminhar num Porto cheio de pessoas. Turistas. Portuenses. Pessoas que trabalham na cidade. Esses sim, são um perigo. Ou não olham para a frente e eu tenho que “travar” da melhor forma que consiga, ou as malas de viagens passam vertiginosamente ao lado do meu pé ou da muleta. É uma aventura o pouco que caminho nas ruas do Porto. E são um verdadeiro perigo aquelas ruas que tenho que atravessar junto à estação de comboio de São Bento. Uma pedra acima da outra, que fazem um emaranhado de assustar. :D A arte de equilibrismo que exige atravessar aquilo de muleta é digno de um artista de circo. Todos os dias tenho consciência de que há torções que não deviam existir, mas acho que até me porto muito bem. Pelo menos tento. :D

Olhos 

Olhos. Fotogramos através do nosso olhar. E mediante uma pessoa ou uma paisagem, podemos obter fotos completamente distintas. Angelina Jolie foi fotografada até à exaustão até ao dia de hoje. E vai continuar. Num tapete vermelho de entrada para uma estreia de um filme que protagoniza ou numa das suas viagens humanitárias. Estas são fotografias – a acreditar no que li – pelo próprio marido. Brad Pitt, com os seus olhos de marido e pai, tirou estas fotos. Intimistas. Divertidas. Maternais. Cada uma delas especial. Momentos. Fotos registam momentos. Um dos motivos porque gosto tanto de fotografia. 💖

Foto

Outra foto feliz. :)

Madrinha

Eu. Acho uma honra ser convidada para madrinha das minhas crianças – às vezes choro de alegria e tudo…  – e de ser madrinha de casamento. Este ano está a ser um ano muito feliz. Vou ser madrinha de casamento de duas pessoas que eu amo muito, uma sobrinha e uma irmã de coração, e sou madrinha de um pequenino que cuidarei para sempre. Para mim, ser madrinha não é dar presentes na Páscoa e desaparecer o resto do ano. Sou, neste momento, madrinha oficial de quatro. E de mais alguns de coração. A todos, como às restantes das minhas crianças, estou presente. Para sempre.

Madrinha de casamento tinha sido, há uns anos valentes de duas amigas. Melhores amigas. Foi uma emoção estar ao lado delas a viver um momento tão feliz. Este ano vou repetir a experiência a dobrar. Os vestidos já estão comprados. Já ajudei a escolher os vestidos das noivas. Faço pesquisas de ramos e vestidos das meninas das alianças. E adoro cada momento. Isto do pé veio atrapalhar algumas voltas a dar mas quem quer faz, mesmo parada. No meu sofá, como agora. :)

Obrigada, pais e mães, pela confiança no meu amor e dedicação às vossas crianças. Meus afilhados e afilhadas. E a quem me quer ao seu lado no momento do “sim”, obrigada pelo amor e pela felicidade que isso me proporciona. É um orgulho. A madrinha, mesmo lesionada, vai ajudar em tudo o que conseguir!

Amo-vos a todos! 💜💙

Fotos

E finalmente é sexta feira. Estou demasiado cansada para escrever mas resolvi deixar duas imagens felizes. Por acaso – ou talvez não – as duas ligadas à maternidade/paternidade. Daniela Ruah e Luís Borges. 💜💙

Um bom começo de fim de semana, meus amores!

Tentar 

Eu tento. Quem me conhece sabe que tento. Pode nem sempre ser fácil, mas tento colorir o meu Mundo e o dos que me rodeiam. Vezes há em que é complicado entrar a fazer festa no trabalho, quando a dor ou o cansaço falam mais alto. Mas eu faço. Entro com um “bom diaaaaa” sorridente e tento fazê -lo com quem trabalho e com quem atendo. Pessoalmente. Por telefone. E há dias, como hoje, em que me roubam o sorriso. Em que conseguem fazer -me tremer com o sentimento de injustiça e colocar o coração a bater a mil. Em que conseguem trazer uma sombra para os olhos. Se calhar devia conseguir ultrapassar. Há dias em que se consegue passar por cima de palavras indelicadas. Tons de voz altivos. Outros dias em que não. Hoje foi definitivamente um não. 

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