Abraço 

Este abraço tem uns dias e correu o país. Muito foi escrito sobre ele. Eu quis que ele ficasse registado no meu canto da escrita. No meu Mundo. Porque este abraço sentido de dois homens, um sendo Presidente da República e outro um madeirense a sofrer com o que perdeu nos malditos incêndios, entrou no meu coração. Pela sinceridade do gesto “que sai da foto” e à qual não consegui ficar indiferente. Porque é com gestos como este que se faz a diferença. Seja com quem for e por que motivo for. Abraçar faz milagres. 

Obrigada, Sr. Presidente. 

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Dupla

Se eu tivesse a benção de ter duas filhas, faria exactamente este tipo de coisas. Biquínis cor de rosa iguais. Amei a foto. Doçura a duplicar. 💖💖

 Já agora, as filhas são da Carolina Patrocínio. :)

… e posso andar :D

Não é a primeira vez que ando de muleta em transportes públicos, mas a primeira vez foi há três décadas atrás. Não me lembro de como correu a experiência. Desta vez chego à conclusão de que existe de tudo. Pessoas que se levantam prontamente e outras que fazem de conta de que a minha muleta é invisível. Deve usar o Manto da Invisibilidade do Harry Potter. Nunca fui de pé até porque me “planto” junto dos lugares próprios, em caso de necessidade.
O pior é caminhar num Porto cheio de pessoas. Turistas. Portuenses. Pessoas que trabalham na cidade. Esses sim, são um perigo. Ou não olham para a frente e eu tenho que “travar” da melhor forma que consiga, ou as malas de viagens passam vertiginosamente ao lado do meu pé ou da muleta. É uma aventura o pouco que caminho nas ruas do Porto. E são um verdadeiro perigo aquelas ruas que tenho que atravessar junto à estação de comboio de São Bento. Uma pedra acima da outra, que fazem um emaranhado de assustar. :D A arte de equilibrismo que exige atravessar aquilo de muleta é digno de um artista de circo. Todos os dias tenho consciência de que há torções que não deviam existir, mas acho que até me porto muito bem. Pelo menos tento. :D

Madrinha

Eu. Acho uma honra ser convidada para madrinha das minhas crianças – às vezes choro de alegria e tudo…  – e de ser madrinha de casamento. Este ano está a ser um ano muito feliz. Vou ser madrinha de casamento de duas pessoas que eu amo muito, uma sobrinha e uma irmã de coração, e sou madrinha de um pequenino que cuidarei para sempre. Para mim, ser madrinha não é dar presentes na Páscoa e desaparecer o resto do ano. Sou, neste momento, madrinha oficial de quatro. E de mais alguns de coração. A todos, como às restantes das minhas crianças, estou presente. Para sempre.

Madrinha de casamento tinha sido, há uns anos valentes de duas amigas. Melhores amigas. Foi uma emoção estar ao lado delas a viver um momento tão feliz. Este ano vou repetir a experiência a dobrar. Os vestidos já estão comprados. Já ajudei a escolher os vestidos das noivas. Faço pesquisas de ramos e vestidos das meninas das alianças. E adoro cada momento. Isto do pé veio atrapalhar algumas voltas a dar mas quem quer faz, mesmo parada. No meu sofá, como agora. :)

Obrigada, pais e mães, pela confiança no meu amor e dedicação às vossas crianças. Meus afilhados e afilhadas. E a quem me quer ao seu lado no momento do “sim”, obrigada pelo amor e pela felicidade que isso me proporciona. É um orgulho. A madrinha, mesmo lesionada, vai ajudar em tudo o que conseguir!

Amo-vos a todos! 💜💙

Fotos

E finalmente é sexta feira. Estou demasiado cansada para escrever mas resolvi deixar duas imagens felizes. Por acaso – ou talvez não – as duas ligadas à maternidade/paternidade. Daniela Ruah e Luís Borges. 💜💙

Um bom começo de fim de semana, meus amores!

Tentar 

Eu tento. Quem me conhece sabe que tento. Pode nem sempre ser fácil, mas tento colorir o meu Mundo e o dos que me rodeiam. Vezes há em que é complicado entrar a fazer festa no trabalho, quando a dor ou o cansaço falam mais alto. Mas eu faço. Entro com um “bom diaaaaa” sorridente e tento fazê -lo com quem trabalho e com quem atendo. Pessoalmente. Por telefone. E há dias, como hoje, em que me roubam o sorriso. Em que conseguem fazer -me tremer com o sentimento de injustiça e colocar o coração a bater a mil. Em que conseguem trazer uma sombra para os olhos. Se calhar devia conseguir ultrapassar. Há dias em que se consegue passar por cima de palavras indelicadas. Tons de voz altivos. Outros dias em que não. Hoje foi definitivamente um não. 

Abraço 

Preciso. 💜

Dia dos Avós 

Não nenhum avó ou avô vivo. Com a idade de 27 euros, já tinham todos partido. Com excepção da minha avó Micas, todos partiram demasiado cedo. A minha avó paterna Alice faleceu com 33 anos, deixando três crianças pequenas. Gostaria imenso de a ter conhecido. Como não tenho filhos, não tenho avós para agradecer. Tenho, no entanto, avós e avôs das minhas crianças. E há alguns que os passeiam imenso, outros que lhes dão muito mimo e outros ainda que brincam com eles no chão da sala. Todos, sem excepção, adoram as crianças que são eu amo. E isso faz com que post seja para eles. Obrigada por existirem e fazerem as minhas crianças felizes. 💞

Sapatos cor de rebuçado 

Adoro fotografias a preto e branco com apontamentos de cor.

Adoro um livro que li e que tem como título “Sapatos cor de rebuçado”.

Vi esta foto e juntei tudo… 💗

Vou procurar o amanhã. Boa Noite!

Sentimentos

Ontem foi o aniversário da minha mãe. Houve jantar. E eu achei delicioso observar o meu sobrinho mais velho num claro encantamento com uma adolescente da idade dele. Os olhares. As conversas. Os sorrisos cúmplices. E, pela primeira vez no meu olhar de tia babada, vi que realmente o meu “bebé” cresceu. Sem qualquer ponta de infantilidade. Com um ar de adolescente que quer impressionar e mostrar que merece o olhar de encanto dos olhos azuis do outro lado. Não nego que fiquei de sorriso aberto ao reconhecer o mesmo que todos fizemos e sentimos. Ou até fazemos e sentimos. Com 14, 20, 40 ou até 70 ou mais. Não há idade para encantamentos, amizades, paixões ou amores. Efeméros. Duradouros. Mais importante que isso, há sentimentos. Que existem desde que nascemos até “virarmos estrelas”. :D

Terceiro

E doida por crianças como sou, nem as da realeza escapam. E hoje é o aniversário do filho mais velho da Kate e William. E não é que está cada vez mais lindo o miúdo? :) 

Parabéns, pequeno George! Ou melhor… “Happy Birthday to You…”. :)

Comunicação 

E isto acontece assim. E ao contrário. Quantas vezes nos dizem coisas que depois nos afirmam não serem sentidas, mas a questão é que as ouvimos com o coração. E aí elas, por vezes, ficam gravadas, como que a ferro, para todo o sempre. Comunicação. O grande busílis de todos os relacionamentos. Sejam eles de que índole forem. Eu sou pouco de explodir. Sou pouco de dizer coisas de cabeça quente. Sou, no entanto, pessoa que quando acredita no que sente, fala. Normalmente de forma calma mas sem medos. “Tenho saudades”. “Estou magoada com a tua atitude”. Para o bem. Para o mal. Sei que as palavras podem ferir muito. Sofri-o na pele.Seguramente que tento todos os dias colocar em prática o velho ditado. “Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti”. Falar com o coração. Escutar com o coração. Porque quem nos rodeia são o mais importante de nós. E temos que cuidar deles. 

Boa noite, Mundo de Afectos. 💗

Coração 

Imagem

África Minha 2 – Livros

Só no véspera do meu regresso, o meu M. decidiu por iniciativa própria largar os “quinhentos” carros e jogos que eu levei e pegar no pequeno livro dos animais. Um dos cinco que lhe levei, de vários tamanhos e de diferentes graus. Primeiro rodou o livro muitas vezes, até eu ter pegado nele e começado a folhear as páginas. Gato/Chat/Matu… que é o nome do gato lá de casa. Mostrei as folhas todas cheias de animais muito coloridos. Passado um bocado, pegou no livro, folheou e pousou. À noite, rebentei de orgulho. Pegou no livro, olhou para a primeira página, olhou para mim e disse “chat/Matu”! O gato! Foi o seu primeiro contacto com livros e foi uma alegria sem fim, celebrada com  milhões de beijos naquelas bochechas, ter sido eu a começar (o que espero) seja um gosto infinito pelos livros. Dezasseis meses de gente. Orgulho da tua Cita! 👣💙🚗

África Minha 2 – Gauffres

Esta aventura foi doce. Em Fevereiro tínhamos, na minha primeira vez que estive uma semana no Congo este ano, falado em fazer gauffres. O tempo correu e não deu. Desta vez fiz os gauffres de início. E como foi divertido. Farinha pelo ar, muita gargalhada e conversa pelo meio. O pequenino dormia e o grande via futebol. Coisa de mulheres fazer isto à noite. Tínhamos luz e aproveitamos. Ficaram deliciosas e comi-as com o meu café nos pequenos-almoços que ainda tive pela frente. Ficou para além do doce das pequenas bolachas, a doce memória de como foram feitas. 💗

África Minha 2 – Bolinhas de sabão e Menkao

O dia do passeio começou de forma fantástica. Resolvemos, depois de toda a gente se ter preparado, abrir o brinquedo das bolinhas de sabão. Ver a cara do pequenino muito espantado a ver bolas a desaparecem no ar foi fantástico. Ri à gargalhada. Amou. Mais uma experiência nova e eu estava lá! 💙

Seguimos até Menkao, desta vez sem tráfego e engarrafamentos, e estive rodeada de árvores de mil tons de verdes e a terra “vermelha” de que eu tanto gosto! 
Saímos de Menkao e resolvemos almoçar perto do rio num local lindíssimo. Comi a carne de porco estufada nas brasas, embrulhada em folha de bananeira. Comi já peixe e carne feitos dessa forma é tudo fica delicioso! :)

O por do sol africano acompanhou- nos até casa, com o meu M. a dormir nos meus braços. Foi um dia em cheio e … feliz! 💜

Portugal 

No dia dos meus anos passamos às meias finais. No dia de aniversário do avó paterno dos meus sobrinhos S. e D.,passamos à final. Grandes prendas de anos, apesar  de (inevitavelmente) perdermos a atenção de todos durante duas horas. Dado fazer anos no último dia de Junho, acontece- me com relativa frequência. :D Selecção de Portugal, parabéns pela vitória de ontem e vamos – todos juntos –  trazer a taça para casa.

África Minha 2: Corte de cabelo 

E hoje foi dia de saída. Ida à Embaixada de Portugal em Kinshasa, onde estão a tratar do passaporte do meu tesouro. De novo com túnica africana, desta vez conjugada com calças europeias. No fundo, a roupa refletia como me sinto. Metade em cada continente. 💗

Depois resolvemos ir cortar o cabelo, pela primeira vez nos seus pequenos 16 meses, dado que os caracóis já pareciam incomodar o bebé. Foi um orgulho. 👣💙Entramos cinco no cabeleiro para cortar o cabelo ao mais pequenino de nós todos. Foi uma ida “à cigana”, como eu gosto. Ninguém quis perder pitada. O M. portou-se tão, mas tão bem! De Mickey ao colo, não disse um ai. Olhava para nós, às vezes com um sorriso e outras com ar admirado ao olhar-se ao espelho. No final, todos achamos que entrou um M. bebé e saiu um M. menino. Lindo. Sempre. Com mais ou menos caracóis. Os cachos de cabelo vieram connosco. :) Afinal foi um dia importante. :)

Para sobremesa do almoço, bananas rosas flambé. Nunca tinha visto estas bananas e adorei o sabor. Pena não serem fáceis de encontrar mas fiquei fã.

Deitamo-nos cedo e exaustos de tanto brincar. No dia seguinte, passeio. Destino: Menkao. 

África Minha 2: Legos

E acordei assim. Debaixo do meu adorado mosquiteiro. E,sim, agora durante a estação seca há “frio”, sol e muitos mosquitos. A mim continua a fazer-me sentir uma verdadeira princesa protegida pela rede. E a luz que entra é verdadeiramente mágica! :D💖

De manhã tinha à minha espera dois vestidos, duas túnicas e duas calças feitas com tecidos africanos. Algumas peças já tinha visto por foto. Outras não. Adorei tudo. Vesti logo um vestido ultra colorido que me fez sentir uma bonequinha…. africana. :)

O pequeno M. quis, mal acordou, brincar com tudo o que lhe tinha trazido. Os carrinhos, o comboio com os sons dos diversos animais, o jogo da pesca – que ele amou e que, para um bebé de 16 meses faz de forma extraordinária, – sempre na companhia do Mickey. Era eu (Cita) que ele procurava e pegava na mão para ir brincar. Com um brilho naqueles olhos negros e lindos que me enternece e um sorriso gigante. E sempre a falar. Parece um papagaio a repetir tudo, embora metade não se perceba. :) 

Depois do jantar, foi a brincadeira a quatro. Três adultos a tentar que ele fizesse legos e ele a borrifar -se para eles. Não lhes achou grande piada mas há-de achar. (Espero eu…). Eu diverti-me imenso num chão repleto de brinquedos e de lindas construções de legos. Quem disse que os legos são só para crianças? :)

África Minha 2 – Reencontro 

Depois de uma noite bem dormida, acordei ansiosa pela chegada a Kinshasa. Feito o tranfer até ao aeroporto, e passada a segurança, tinha três horas de espera. E o que faz uma mulher com tempo num aeroporto recheado de lojas? Vai cuscar. Acabei por comprar algumas doçarias turcas para levar e encontrei um Mickey lindo. Do tamanho ideal para o meu bebé de um ano e quatro meses. E ganhei um companheiro de viagem. Um rato fofo e sorridente. Depois de oito horas de viagem, em que dormi a maioria do tempo, aterro no Congo. Depois da chegada das malas – que pareceram demorar horas a chegar – corro o que o meu pé me deixou até ao exterior. Três grandes sorrisos à minha espera e um pequenino que abriu um largo sorriso e corre para o lado contrário. Regressa com o mesmo sorriso travesso e atira-se nos meus braços. Fica colado à mim com a cabeça encostada no meu ombro. Cantei lhe a “Quinta do Ti Manel” numa versão mais calma. E ele consolado, sem olhar para ninguém, a sentir-me. Fiquei no céu com esta reacção. Depois de quatro meses sem me ver, não estava à espera da ternura e amor com que ele me recebeu. E aí dei-lhe o Mickey. Loucura total. Não o largou mais. O meu tesouro amou o Mickey, que já gostava dos desenhos animados. Depois de um jantar de cabrito à congolesa, distribuição de duas malas cheia de brinquedos e livros, regressei à minha cama e debaixo do meu mosquiteiro, adormeci feliz. Muito feliz.

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