Madrinha

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Estou de coração cheio e ainda tenho mais sete crianças para ver com os sorrisos abertos e os olhos brilhantes dos últimos dias.

Com a infecção, a pneumonia e a baixa, já não via os meus baixinhos e os pais há tanto tempo que me pareceram anos. E, mais importante que tudo o resto, os abraços apertados –  tanto de uns como de outros – disseram tudo. Saudade. Muita saudade. Tanta vontade de falar e tão pouca voz mas só estar de mão dada e encostada ao peito do mano X. a recuperar a respiração, soube a um amor incondicional. Sem precisar de falar. Silêncio confortável deste género só se consegue com pessoas que são nossas. Neste caso, não de sangue mas de coração. E é igual. Exactamente igual. Obrigada, framiliares, por estarem comigo sempre e por me fazerem sentir como estou agora. Abençoada por vos ter na minha vida. Por sentir o carinho em cada olhar preocupado. Por sentir que realmente o que temos não é usual. Dezoito adultos, oito crianças e dois bebés a caminho. Um grupo que se foi juntando desde que eu e a B. tínhamos dezoito anos. Vamos ambas a caminho dos 45. Tanto se passou entretanto. O nascimento das nossas crianças. A morte de alguns entes queridos. Risos e lágrimas. Incontáveis jantares, muitos fins de semana, finais de anos e passeios passados e feitos juntos. Simples idas à tripa de chocolate na Costa Nova transformadas em autênticas romarias, dado o tamanho da framily. Senti tanto a vossa falta nestes meses em que muito do tempo foi passado nos fins de semana a recuperar e a ter que faltar a encontros e festas. Ansiosa por retomar. A lutar para isso.

E os meus pequeninos. <3 Hoje o S. que, do alto dos sete anos começou a achar que abraços apertados já não eram com ele, hoje agarrou-se ao meu pescoço cheio de força e não largou. E eu aproveitei cada segundo. Levou-me aos xis corações deliciosos que ele nos dava quando entrou nas nossas vidas e nos nossos corações, com quatro anos e meio. Fomos adoptados por ele e ele por nós. Hoje senti aquele amor todo e fiquei no céu. <3

As pequenas C. e L. deram gritos de alegria ao ver o Livro da Poppy e o Diário das Winxs. E os meus olhos brilharam com o entusiasmo das manas quando descobriram os coelhinhos de chocolate. Felizes.
E eu feliz com elas. De coração cheio.

Sou madrinha oficial dos meus três sobrinhos biológicos. Com direito a igreja, festa e todo o cerimonial, tive o da S. Com o R. e a M., que não são baptizados, tenho orgulhosamente o titulo, o amor e a responsabilidade que isso acarreta em parceria com pessoas maravilhosas como a minha mana R. E tenho ainda a sorte de poder ser tia/madrinha emprestada de mais um grupo de crianças fantásticas. E isso faz de mim uma pessoa TÃO mais feliz.

Ontem e hoje recebi roupa, fotografias, ovos e coelhos, bolachas e vasos de flores. Acima de tudo, recebi AMOR em cada uma dessas prendas do Domingo de Ramos. <3

Sou madrinha que mima.
Sou madrinha que ama.
Sou madrinha coruja.

Hoje e sempre. <3

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