Não gosto de… cenas com cadáveres

Gosto de ver os episódios do Bones. A parte chata é que os primeiros cinco minutos de cada episódio da série tenho que estar de olhos fechados. Os cadáveres em decomposição, com larvas e restantes bichinhos rastejantes, são demais para o meu estômago. Eu sei que é tudo a fingir. Incomoda-me na mesma. Podiam passar logo à fase dos ossos. Eu ia, de certeza, gostar mais! :)

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Mentira

Mentira atrás de mentira. Nunca soube o termo médico com que foi diagnosticada mas só pode ser qualquer coisa tipo “compulsivo”.

Era uma colega de trabalho. Com a diferença de ter cancro em estado terminal. Tinha uma alergia contagiante e toda a gente gostava dela. E, ao sabermos das idas ao IPO, internamentos, saídas repentinas para tratamentos de urgência, ficávamos todos com o coração apertado. Lembro-me de uma visita ao aeroporto em que tivemos que pedir um daqueles carrinhos para a transportar. Estava demasiado cansada. E de outro em que lhe carreguei as malas pelo mesmo motivo. Um dia manda um e-mail a marcar um jantar de despedida. Os médicos tinham dito que o estado estava a agravar-se e que o tempo seria pouco. Lágrimas. Sofrimento.

E, para surpresa de todos, descobriu-se que tudo era MENTIRA. A rapariga não tinha cancro. Nunca tinha sido internada no IPO. Nunca precisou de cadeira no aeroporto. Esteve mais de um ano nesta farsa. Acho que não dá para explicar o que se sente. Perplexidade. Acima de tudo, gostava de entender como alguém consegue fazer isto. Tento acreditar que é por algum tipo de doença. Alguma necessidade pouco saudável de atenção. Doeu. A todos os que com ela trabalharam, conviveram e sofreram. Eu fui uma delas. Não me tornei céptica. Encarei como mais uma lição de vida.

Adeus

Ninguém sabe quando acontece, mas acontece. De repente, damo-nos conta de que deixamos de dizer “Olá” para dizer “Adeus”.

Martin Amis

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