Azedume

Trabalho no atendimento ao público há quase vinte anos. E, sem sombra de dúvida, as pessoas estão cada vez mais azedas e mal educadas. Hoje cheguei a casa de rastos. Tive muito trabalho mas, acima de qualquer outra coisa, atendi ou falei com pessoas que me trataram de uma forma muito pouca correcta. Eu entendo que há crise. Sei que há muito quem queira viajar, peça orçamentos e depois não consiga concretizar o sonho de o fazer. Só não me parece certo que tenhamos que ser o “saco de pancada” de ninguém. Levar com berros, má educação e arrogância de quem, de certeza, também não gostaria que o tratassem assim. Hoje estou cheia de gente azeda. Espero que amanhã seja um dia mais doce.

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Mood

What´s the mood for today? Just pick. :):):)

Gosto do… Facebook

Ouvi falar do facebook pela primeira vez na Turquia. Em Setembro de 2009. Estava a acompanhar pelo segundo ano consecutivo um grupo, desta vez por terras turcas, e um participante (agora meu amigo) perguntou-me se eu “tinha facebook”. Mal cheguei a casa, não perdi tempo a inscrever-me e a adicionar todos os novos amigos e os antigos que já tinham aderido à rede social.

Gostei desde o primeiro dia. Fiquei viciada, durante meio ano, no Farmville. Plantava tomates, batatas e afins. Tinha a quinta num primor. Reconheço que algumas noites esperava uns minutos até que a plantação desabrochasse. E cheguei a cuidar de algumas quintas ao fim de semana, quando os amigos latifundiários se ausentavam de casa e do computador. Foi giro. Depois, tão rápido quanto chegou, o vício foi-se.

Mas, para  mim, melhor que tudo são as amizades que realmente se cultivam. Conheço o  caso de uma amiga da minha mãe que se reaproximou de um antigo namorado e agora estão casados. Estavam a viver em países distintos e o facebook aproximou-os. Não são os primeiros nem devem ser os últimos. :)

Eu tenho consciência que estou próxima de uma série de pessoas através da rede social. Continuo a manter todos os amigos que tinha, a apreciar cada jantar que temos, cada telefonema que faço para cada um deles. Isso não invalida que existam os “amigos do facebook”. E que realmente a proximidade exista. Porque vemos as fotografias uns dos outros, comentamos o dia, a opinião de filmes e por aí fora.

Na sexta tive aqui um jantar com uma amiga “facebookiana”. Colega de trabalho e amiga de uma amiga minha. Das “reais”. :) De doze anos de convivência e muita vivência em comum. O que é certo é que, depois de muitos comentários e brincadeiras on-line, combinamos um jantar cá em casa. A quatro. Elas as duas, eu e o maridão. O jantar foi fantástico. Rimos e conversamos até às duas da manhã. Ou seja, o facebook faz realmente com que não percamos a ligação com muitas pessoas e, a cereja no cima do bolo, ganhamos amigos.

O meu “Like This” para o facebook! :)

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